Ajuda russa à Nicarágua é resposta à expansão da Otan, sugerem chineses

Presidente da Nicarágua (esq.) e ministro das Relações Exteriores da Rússia (dir.) Foto: Eduard Pessov/Ministério das Relações Exteriores da Rússia

Presidente da Nicarágua (esq.) e ministro das Relações Exteriores da Rússia (dir.) Foto: Eduard Pessov/Ministério das Relações Exteriores da Rússia

Segundo especialistas do Instituto Chinês de Estudos Internacionais, ao reforçar a cooperação com os países latino-americanos, a Rússia irá se beneficiar não só no plano econômico, mas também no estratégico.

A cooperação com os países da América Latina é uma orientação proveitosa para a Rússia, que ganhará estratégica e economicamente se participar da segurança do novo canal interoceânico da Nicarágua, garantem os analistas do Instituto de Estudos Internacionais da China.

“Fatores econômicos desempenham o seu papel, mas a questão da segurança é mais importante. Do ponto de vista geopolítico, o aumento da presença militar dos EUA junto às fronteiras da Rússia obriga o país a reforçar sua influência na América Latina”, diz o secretário-geral do Centro de Pesquisa da Organização para Cooperação de Xangai, Chen Jurong.

Segundo ele, a proposta russa de reforçar a cooperação com os países latino-americanos é uma reação natural à expansão da presença da Otan no Leste Europeu, junto às fronteiras russas. “Desde os componentes de defesa antimíssil balística na Europa aos exercícios militares nos Países Bálticos, já que as ações da Otan estão dirigidas contra a Rússia”, continua o analista.

Os trabalhos de construção do canal interoceânico na Nicarágua começaram em dezembro de 2014. O projeto, cujo custo é estimado em US$ 50 bilhões, tem como principal investidor a empresa chinesa HKND.

A nova hidrovia de ligação do oceano Atlântico ao Pacífico está prevista como alternativa ao Canal do Panamá, localizado a 600 quilômetros.

 

Publicado originalmente pela agência de notícias RIA Nóvosti

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