Moscou propõe realização de cúpula parlamentar dos Brics em junho

Rússia presidirá o grupo de emergentes por um ano a partir de abril de 2015 Foto: Alamy/Legion Media

Rússia presidirá o grupo de emergentes por um ano a partir de abril de 2015 Foto: Alamy/Legion Media

Rússia, que presidirá o grupo de emergentes por um ano a partir de abril, pretende também reforçar a cooperação entre os mais altos órgãos judiciários dos países-membros.

Durante a 132ª Assembleia da União Interparlamentar (UIP), que começou no sábado passado (28), a delegação russa propôs às delegações dos países do Brics (Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul) a possibilidade de realizar em junho uma cúpula parlamentar em Moscou.

“No final de abril, podemos realizar uma reunião de trabalho para se preparar para a cúpula parlamentar em junho”, disse o chefe do comitê Internacional do Conselho da Federação (Senado russo), Konstantin Kossatchov.

Segundo ele, as autoridades chinesas já confirmaram disponibilidade para participar da cúpula.

Parceria legal

A Rússia, que presidirá o Brics por um ano a partir de abril de 2015, também pretende reforçar a cooperação entre os mais altos órgãos judiciários dos países do Brics. A informação foi divulgada no domingo passado (29) pelo juiz do Supremo Tribunal de Justiça (STJ) da Federação Russa, Vladímir Khamenkov, durante o Fórum Econômico Asiático, na China.

Brics é um mecanismo formado por cinco países emergentes em rápido desenvolvimento: Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul. A cooperação prática no âmbito do Bric começou em 2006. No final de 2010, o grupo adotou a sua atual denominação (Brics) após a entrada da África do Sul.

Um dia antes, a cidade de Sanya sediou uma reunião extraordinária de representantes dos órgãos superiores do poder judiciário dos países do Brics, na qual foram delineadas as perspectivas de cooperação.

“Os resultados da futura cooperação serão imensos. Como disse o presidente do Supremo Tribunal Popular da China, Zhou Qiang, o fórum em Sanya já deu o primeiro passo para obter resultados tangíveis”, disse Khamenkov.

O acordo pressupõe a cooperação em uma variedade de questões, entre as quais está a proteção do ambiente e da vida selvagem. Também será dado destaque “à troca de informações e propostas para o desenvolvimento legislativo”, concluiu o juiz do STJ da Rússia.

 

Com materiais das agências de notícia Tass e RIA-Nôvosti

 

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