Funcionário da Igreja Ortodoxa Russa acusado de trair a pátria tem prisão preventiva estendida

Pêtrin era funcionário do departamento de comunicações externas do Patriarcado de Moscou Foto: divulgação

Pêtrin era funcionário do departamento de comunicações externas do Patriarcado de Moscou Foto: divulgação

Empregado do Patriarcado de Moscou em Kiev ficará em prisão preventiva até 5 de abril, totalizando 10 meses de reclusão. Extensão da medida cautelar vem na esteira de uma série de casos do gênero no país.

O Tribunal de Lefôrtovo, em Moscou, estendeu para 5 de abril a prisão preventiva do cidadão russo Evguêni Pêtrin, acusado de cooperar com o serviço de inteligência dos Estados Unidos e de trair a pátria.

Assim, o prazo total da medida cautelar aplicada a Pêtrin totalizará 10 meses.

"O caso é classificado como 'secreto', não posso fornecer outras informações, exceto quanto ao nome do acusado e artigo do Código Penal envolvido", afirmou a porta-voz do Tribunal, Iúlia Skotnikova, ao divulgar a extensão do prazo.

Segundo a imprensa russa, Pêtrin era funcionário do departamento de comunicações externas do Patriarcado de Moscou, mas não era padre. Ele trabalhava no departamento da Igreja Ortodoxa Russa em Kiev, onde, segundo a acusação, entrou em contato com agentes norte-americanos.

Crescem as acusações de traição à pátria

Na semana passada, Skotnikova havia informado sobre o prolongamento até março de 2015 da prisão preventiva de outro russo, Guennádi Kravtsov. Ele é acusado de passar informações secretas a um país ocidental não especificado.

Além disso, na última sexta-feira (6), foi estendida até 5 de maio a prisão preventiva de Iúri Solochenko, ex-diretor da fábrica de armamentos ucraniana "Znâmia".

Acusado na Rússia de espionagem, o empresário de 73 anos foi preso em meados de 2014 em Moscou. Segundo a imprensa ucraniana, ele é cidadão do país, mas o jornal russo Sobsêdnik também afirma que ele tem passaporte da Federação da Rússia.

Na semana passada, outra russa foi presa sob a mesma acusação. A dona de casa Svetlana Davídova, moradora de Viázma, a 250 km da Ucrânia, teria telefonado à embaixada do país vizinho em Moscou para informar sobre uma possível transferência de militares para Donetsk.

Mas depois da polêmica gerada pelo caso e do comportamento considerado inadequado do advogado nomeado para defendê-la, Davídova foi libertada.

 

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