Presidente do senado condena regras rígidas de acesso à internet

Matvienko: "Nosso país não pretende retroceder nesse aspecto" Foto: TASS

Matvienko: "Nosso país não pretende retroceder nesse aspecto" Foto: TASS

Direito a acesso e distribuição de informação foi apontado como princípio básico da democracia. Autoridades nacionais vêm se pronunciando contra medidas de controle para rede, embora estimulem o bloqueio de sites com ameaças à estabilidade social.

A presidente do Conselho da Federação (câmara alta do Parlamento russo), Valentina Matvienko, demonstrou nesta quarta-feira (22) sua oposição a regras mais rígidas para acesso à internet e controle do governo sobre a rede.

“Somos contra as restrições ao acesso à internet ou ao controle total sobre ela, contra as restrições dos interesses e possibilidades de cidadãos legítimos”, disse Matvienko em uma entrevista ao jornal “Rossiiskaya Gazeta”.

“O direito à liberdade de acesso e distribuição de informação é um princípio básico da democracia, e nosso país não pretende retroceder nesse aspecto”, acrescentou.

Mesmo assim, Matvienko disse compartilhar temores quanto a ameaças à saúde psíquica, moral e física de crianças e adolescentes em torno de sites que defendem terrorismo, violência, drogas e pornografia infantil, e estimulam a xenofobia e a inimizade étnica e social.

“A comunidade internacional acumulou grande experiência na luta contra essas ameaças. O nosso país vai agir, ou para ser mais exata, já atua, da mesma forma, bloqueando esses sites, levando à Justiça os seus proprietários e autores”, continuou Matvienko.

A Rússia não irá limitar o acesso à internet nem se sujeitar a World Wide Web o controle total da rede no país, informou o presidente russo Vladímir Pútin no início de outubro.

“Nós não estamos planejando restringir o acesso à internet nem submetê-la a um controle total”, declarou Pútin, durante uma sessão do Conselho de Segurança da Rússia.

 

Publicado originalmente pela agência Tass

 

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