Dois mil presos foram beneficiados por anistia de dezembro

Deputado justifica a diferença pelo fato de a mais recente anistia não pressupor indenização aos ex-detentos Foto: AP

Deputado justifica a diferença pelo fato de a mais recente anistia não pressupor indenização aos ex-detentos Foto: AP

Um mês após a anistia em comemoração ao 20º aniversário da Constituição Russa, o Serviço Penitenciário Federal (FSIN, na sigla em russo) libertou quase duas mil pessoas. Apesar de quatro vezes mais pessoas terem sido beneficiadas por esta medida do que pela anistia econômica anterior, ativistas dos direitos humanos se dizem decepcionados com a quantidade de pessoas abrangidas.

De acordo com o site do FSIN, 1.962 pessoas foram libertadas em decorrência da anistia anunciada em dezembro passado. Entre elas, 1.626 já cumpriam pena em regime aberto.

Já anistia econômica anunciada pela Duma (câmara dos deputados na Rússia) em julho de 2013 abrangeu, durante os seis meses de sua aplicação, 1.658 pessoas, das quais apenas 505 pessoas foram libertadas.

O deputado Oleg Denisenko justifica a diferença pelo fato de a mais recente anistia não pressupor indenização aos ex-detentos.

Apesar de os números da anistia geral serem mais expressivos, os ativistas de direitos humanos acreditam que era possível libertar mais pessoas. “ A variante de anistia preparada pelo Conselho de Direitos Humanos tinha previsto uma anistia para 200 mil pessoas”, disse o chefe da organização de direitos humanos Agorá, Pável Tchikov.

Mesmo assim, o índice reduzido de libertações não surpreendeu o diretor do Instituto de Direitos Humanos, Valentin Guefter. “O projeto foi muito limitado desde o início. No geral, todo o processo se fez em apenas um mês desde o início da anistia”, explica. Segundo ele, serão anistiadas no total cerca de 10 mil pessoas, das quais 2 mil sairiam da prisão. “Por enquanto os números estão confirmando a minha avaliação”, acrescenta.

Entre os libertados pela anistia de dezembro estão as participantes da banda punk Pussy Riot, Nadejda Tolokonnikova e Maria Alekhina, e os ativistas do Greenpeace que participaram da ação na plataforma de Prirazlomnaia. Também foram soltos sete manifestantes presos durante os protestos da praça Bolotnaia.

Com materiais dos veículos Kommersant e Novie Izvéstia

 

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