Pútin diz que perdoará Khodorkóvski

O ex-proprietário da extinta gigante do petróleo Yukos, Mikhail Khodorkóvski, é acusado de fraude, apropriação indébita e sonegação de impostos Foto: Reuters

O ex-proprietário da extinta gigante do petróleo Yukos, Mikhail Khodorkóvski, é acusado de fraude, apropriação indébita e sonegação de impostos Foto: Reuters

Empresário acusado de fraude e sonegação de impostos está preso há 10 anos, mas observadores alegam que pena tem motivações políticas.

O presidente Vladímir Pútin disse nesta quinta-feira (19) que irá perdoar o ex-magnata Mikhail Khodorkóvski “em um futuro próximo”.

Khodorkóvski “já passou mais de 10 anos de prisão, essa é uma punição severa”, disse Pútin a jornalistas após sua coletiva de imprensa anual, acrescentando que o ex-proprietário da petrolífera Yukos havia recentemente recorrido ao apoio da presidência.

“Ele citou circunstâncias humanitárias, sua mãe está doente, e acho que isso é motivo para tomar uma decisão. Um decreto referente ao seu perdão será assinado em breve”, declarou Pútin.

Mais cedo, durante a coletiva de imprensa desta quinta-feira, o presidente disse que abertura de um novo processo criminal contra Khodorkóvski era improvável. “Quanto a um terceiro processo, vejo poucas perspectivas de isso acontecer”, disse Pútin.

O ex-proprietário da extinta gigante do petróleo Yukos, Mikhail Khodorkóvski, é acusado de fraude, apropriação indébita e sonegação de impostos.

Muitos observadores veem a condenação como uma vingança de Pútin pelo profundo envolvimento do empresário em assuntos políticos. Depois de 10 anos na prisão, Khodorkóvski tornou-se uma espécie de ícone para os políticos liberais e ativistas da oposição.

 

Publicado originalmente pelo The Moscow Times

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