Presidente faz balanço do programa de rearmamento

"Alguns dos planos previstos para 2013 ainda devem ser levados a seu termo lógico. Espero que isso seja feito", disse Pútin Foto: ITAR-TASS

"Alguns dos planos previstos para 2013 ainda devem ser levados a seu termo lógico. Espero que isso seja feito", disse Pútin Foto: ITAR-TASS

Tema central da reunião realizada na última sexta-feira (29) foi as armas de alta precisão.

Na semana passada, em Sôtchi, o presidente da Rússia, Vladímir Pútin, se reuniu com as diretorias executivas das maiores empresas da indústria armamentista para analisar o andamento do programa de rearmamento das Forças Armadas do país. Nos três dias de sua estadia em Sôtchi, o presidente realizou seis reuniões. A discussão teve continuidade em um almoço de trabalho com o vice-primeiro-ministro, Dmítri Rogozin, responsável pela indústria armamentista, e o ministro da Defesa, Sergêi Choigu. O tema central da reunião realizada na última sexta-feira (29) foram as armas de alta precisão.

"É excessivamente conhecido não só entre os especialistas como também entre o público em geral que as armas de alta precisão vêm se tornando um fator cada vez mais importante da dissuasão convencional", disse o presidente russo.

"As armas de alta precisão modernas integram componentes de reconhecimento, de controle, de transporte e de destruição. Todos esses componentes em conjunto são altamente eficazes e constituem alternativa às armas nucleares", ressaltou Pútin.

Os executivos de empresas armamentistas se declararam satisfeitos com o andamento do programa de rearmamento. "Este ano, fechamos todos os contratos previstos para a fabricação de armas de alta precisão e começamos a entregá-las às tropas", disse o diretor-geral da empresa Raduga, Vladímir Trusov.

A reunião final foi dedicada ao desenvolvimento da constelação de satélites militares e de dupla utilização. "As Forças Armadas russas devem ser tecnologicamente sofisticadas e estar à altura dos desafios da atualidade e dos futuros métodos de guerra", disse Pútin.

"É óbvio que as ações das Forças Armadas serão pouco eficazes se não forem apoiadas via satélite. Em primeiro lugar, isso diz respeito às comunicações, localização, reconhecimento e identificação de alvos", ressaltou. O resultado positivo só pode ser alcançado com a ajuda de uma constelação orbital que integre de forma equilibrada satélites militares e aqueles de dupla utilização. Este ano, a constelação orbital russa foi reforçada por cinco satélites e receberá outros 11 até 2015. Dentro em breve, devem começar os testes com o foguete Angará.

Pútin lembrou que o sistema de localização por satélite Glonass foi criado para garantir a segurança nacional da Rússia e realizar uma política independente em termos de localização por satélite. Hoje em dia, o Glonass conta com 28 satélites, ou seja, quatro satélites a mais do que o previsto.

"Em algumas áreas, devemos recuperar nossas posições perdidas", disse Pútin. Os problemas do setor espacial foram reiteradas vezes abordados no mais alto nível político e discutidos pela sociedade. "Apesar de o setor espacial contar com financiamento estável, alguns projetos-chave, inclusive aqueles relacionados à defesa do país, estão atrasados em relação ao cronograma", disse Pútin.

O balanço das reuniões realizadas durante os três dias foi feito em um encontro com a cúpula do Ministério da Defesa. "Mantivemos uma discussão extremamente importante e, às vezes, azeda, pois tivemos um único objetivo: fazer com que as metas traçadas sejam alcançadas de forma eficaz e dentro do cronograma previsto", disse Pútin.

O governo disponibilizou grandes verbas ao programa de rearmamento das Forças Armadas. Para efeito de comparação, este ano, o orçamento militar é avaliado em 2,3 trilhões de rublos contra 600 bilhões desembolsados em 2003.

"O governo disponibilizou esse dinheiro para garantir a capacidade defensiva do país em uma perspectiva de longo prazo", lembrou Pútin. "Não só analisamos os problemas das compras de material de guerra, mas também acertamos os ponteiros para ver como é a situação nas Forças Armadas e nas empresas envolvidas no programa de rearmamento", disse o presidente. Todos os entendimentos alcançados, assim como os prazos fixados e os responsáveis, serão registrados por escrito. "Daqui a seis meses, nos reuniremos outra vez para ver o que foi feito e o que não foi feito e porque isso aconteceu", disse Pútin.

"Alguns dos planos previstos para 2013 ainda devem ser levados a seu termo lógico. Espero que isso seja feito", acrescentou. 

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