Líder de partido quer convencer membros a se tornarem vegetarianos

“No LDPR não se fuma e não se bebe álcool. Agora vamos também impor aos membros do partido a dieta vegetariana”, acrescentou o político Foto: Photoshot / Vostock Photo

“No LDPR não se fuma e não se bebe álcool. Agora vamos também impor aos membros do partido a dieta vegetariana”, acrescentou o político Foto: Photoshot / Vostock Photo

Conhecido por suas declarações excêntricas, o chefe do Partido Liberal Democrata da Rússia (LDPR), Vladímir Jirinóvski se inspirou em iniciativa do Exército norueguês, onde consumo de carne é proibido às segundas-feiras.

Tendo em vista os malefícios do consumo de carne à saúde, o líder do LDPR pretende gradualmente converter todo os membros do partido ao vegetarianismo. “A Noruega já introduziu o dia de dieta vegetariana às segundas-feiras, embora, por enquanto, apenas para os militares”, disse Jirinóvski, citado pela agência de notícias RIA Nóvosti.

“No LDPR não se fuma e não se bebe álcool. Agora vamos também impor aos membros do partido a dieta vegetariana”, acrescentou o político, que alega não consumir carne há algum tempo.

No entanto, a orientação para um “estilo de vida saudável” é relativamente recente, já que, até alguns anos atrás, existia até uma marca de vodka e de cigarros chamada Jirinóvski.

Além disso, o dia de dieta vegetariana incorporado pelas principais bases militares norueguesas visa combater a mudança climática. Segundo o Exército, o consumo de carne às segundas-feiras será proibido para reduzir a ingestão de alimentos cuja produção contribui para intensificar o aquecimento global.

A proposta de converter todos os membros do partido ao vegetarianismo está longe de ser a primeira declaração inusitada de Jirinóvski. Recentemente, em entrevista na televisão, o líder do LDPR sugeriu às autoridades que cercassem as fronteiras do Cáucaso do Norte com “arame farpado”.

“Precisamos entender que, neste caso, estava apenas falando de um dos elementos de combate ao terror. Lembrem que, em outras épocas, os bloqueios nas estradas da Tchetchênia tinham sempre arame farpado por perto”, justificou em um artigo, após polêmica vir à tona.

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