Governo espera retorno de 125 mil de expatriados até final de 2015

Primeiro-ministro da Rússia, Dmítri Medvedev Foto: ITAR-TASS

Primeiro-ministro da Rússia, Dmítri Medvedev Foto: ITAR-TASS

Entre 2013 e 2015, serão injetados cerca de US$ 158 milhões para atrair talentos russos radicados no exterior. Segundo primeiro-ministro Dmítri Medvedev, iniciativa também ajudará a resolver o problema demográfico da Rússia.

Em reunião na última quinta-feira (18), o governo russo aprovou o plano de ação para implantar o programa federal de apoio aos expatriados interessados em voltar à Rússia.

No biênio 2013-2015, o programa poderá abranger até 125 mil pessoas. Para cumprir as metas esperadas, o Estado pretende disponibilizar nesta ano cerca de US$ 63 milhões e, em 2014 e 2015, outros US$ 95 milhões.

“Vamos ver quanto tempo vai durar esse investimento, é preciso aumentar o controle da aplicação das verbas alocadas”, disse o primeiro-ministro russo, Dmítri Medvedev.

O programa lançado em 2007 prevê, entre outra coisas, o pagamento de compensações aos repatriados, reembolso de suas despesas de viagem e ajuda na obtenção de moradia.

Medvedev reiterou que a repatriação ajuda a resolver o problema demográfico e atrair profissionais cobiçados no mercado de trabalho de volta para a economia nacional.

O ministro do Desenvolvimento das Regiões da Rússia, Ígor Sluniaev, confirmou que a Rússia tem expectativa de receber 125 mil expatriados nos próximos três anos. “Em 2013, é esperada a vinda de pelo menos 25 mil pessoas. Nos dois anos seguintes, esse número deverá chegar a 50 mil ao ano”, disse o ministro.

De acordo com as estatísticas do governo, entre 2007 e 2012, mais de 125 mil expatriados  retornaram ao país; desse total, 63 mil pessoas voltaram em 2012.

A maioria deles provém do Cazaquistão, Uzbequistão e Azerbaijão, adiantou o ministro. Entre as principais regiões escolhidas pelos repatriados no ano passado, lideram a região de Lipetsk, na porção central do país, as regiões de Omsk, Novosibirsk e Krasnoiarsk, na Sibéria, e a de Primorie, no Extremo Oriente russo.

O número de regiões do país envolvidas no programa também vai aumentar.  “Este ano, 48 unidades da Federação se mostraram interessadas em receber os repatriados”, acrescentou Sluniaev.

Além disso, uma série de atos normativos voltados à defesa dos direitos dos repatriados devem ser aprovados ainda este ano. “Pelas novas regras, os beneficiários do programa de repatriação e seus familiares receberão uma ajuda de custo. Serão dados em torno de US$ 7,7 mil a cada beneficiário e cerca de US$ 3,7 mil para cada membro de sua família”, anunciou o ministro, sem dar mais detalhes sobre quando a medida entrará em vigor.

 

Com materiais dos veículos Rossiyskaya Gazeta e RIA Nóvosti

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