Somos todos vítimas

Ilustração: Natália Mikhailenko

Ilustração: Natália Mikhailenko

Abate de avião na Ucrânia traz à tona discussão sobre perigo ao qual civis estão sujeitos em meio a conflitos militares.

Em um dos mais chocantes e lamentáveis acidentes este ano, um avião de passageiros da Malaysia Airlines, com 295 civis inocentes a bordo, foi abatido sobre o espaço aéreo ucraniano, perto da fronteira com a Rússia. Sem qualquer evidência clara, as autoridades de Kiev já começaram a apontar o dedo para os separatistas no leste do país.Mas, neste momento, ninguém sabe ainda realmente quem causou a queda do MH 17 que partiu de Amsterdam rumo a Kuala Lumpur.

Não importa se somos russos,ucranianos, europeus, brasileiros ou americanos, temos que apoiar as famílias daquelesque morreram e que, provavelmente,não tinham nada aver com o conflitona Ucrânia. No casodo desaparecimento do MH370, que voavadeKuala Lumpurpara Pequim,ninguém sabeo que aconteceu. Porém, no caso recente,tudo indica queo avião foialvo de um ataque.

Depois de passar porumbatismo de fogo, a Malásia é agoraum paísmodelo, quando se trata deharmoniaraciale religiosa, celebração da diversidade, e é prova de queo multiculturalismofunciona segerido de forma adequada. Ahospitalidade oferecidaaos visitantes, seja em uma pequena aldeiaconhecida comoKampungouum dosenclavesdistintosdominados porchinesesoutâmeisnas cidadesou assentamentosdos povos indígenasda Malásiaé algo impressionante.

Váriasteorias da conspiraçãosobre o queaconteceu comMH17 já vieram à tona, mas fato é que essa tragédia humanaglobal afetatodos nós. Uma investigaçãoimediata eimparcialdeve serlançadapara descobrir quemfoi o responsável pelaquedado avião.

Como a maioria dos observadorese jornalistas internacionais, não tenho uma ideia clara do queestá realmente acontecendono suleleste da Ucrânia. Mas duvido queum grupode combatentesda região tenha tecnologia paraatirar num avião queestava voando amais de 10.000 de altitude.Volto a dizer: sóuma investigação imparciale completavai nos ajudar adesvendar a verdade.

Para garantir que umincidente tãopavorosonão ocorranovamentesobrea parte orientalda Ucrânia, umazona de exclusão aérease faz necessária.é surpreendente que as companhias aéreasinternacionaisestivessem voandosobre a áreanos últimos quatromeses, apesarde intensos combatesentre o Exércitoucraniano eos insurgentes. O mundo precisa veros combatesno leste da Ucrânia pelo que são: uma guerracivil.Agora só nos resta ter esperança deque este incidentenão seja usado comoa próximadesculpapara aumentar ahostilidadeem curso.

 

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