Russos na 3ª idade: de reencontros a paixões despertadas no asilo

Galina Tchunina, 75 anos, e Aleksêi Gordienko, 73, se encontraram em 1959 na cidade russa de Blagoveschensk, no Extremo Oriente, quando ainda eram estudantes de uma escola técnica de geologia. No ano seguinte, mudaram-se para outras cidades, mas conseguiram manter contato. Em 1967, Galina casou-se com outro homem, e Aleksêi parou de escrever cartas a ela. Quarenta e sete anos depois, Galina contatou o Aleksêi pelas redes sociais, e ele se mudou da Ucrânia para São Petersburgo para se casar com a antiga paixão. // O amor entre essas pessoas realmente existe, mas é um tipo de sentimento sem planos ou expectativas a longo prazo, como ter filhos.

Galina Tchunina, 75 anos, e Aleksêi Gordienko, 73, se encontraram em 1959 na cidade russa de Blagoveschensk, no Extremo Oriente, quando ainda eram estudantes de uma escola técnica de geologia. No ano seguinte, mudaram-se para outras cidades, mas conseguiram manter contato. Em 1967, Galina casou-se com outro homem, e Aleksêi parou de escrever cartas a ela. Quarenta e sete anos depois, Galina contatou o Aleksêi pelas redes sociais, e ele se mudou da Ucrânia para São Petersburgo para se casar com a antiga paixão. // O amor entre essas pessoas realmente existe, mas é um tipo de sentimento sem planos ou expectativas a longo prazo, como ter filhos.

Iaroslava Tarasova
De casais que se reencontraram após 20 anos a paixões despertadas no asilo, os relatos de russos que engataram relacionamentos após os 60.
Natália Alekseeva, 66, e Anatôli Alekseev, 76, se encontraram em um abrigo público para aposentados e deficientes – e é lá que vivem hoje em dia. Natália é cega desde os 3 anos de idade, e Anatôli tem deficiência visual. Ambos foram levados para o centro contra a vontade deles: a irmã de Natália se recusava a cuidar da parente com deficiência, e Anatôli ficou sem-teto, além de o filho se recusar a emprestar dinheiro. Eles gostavam de caminhar juntos em parque próximo, mas, agora que Natália mal consegue andar, eles quase nunca deixam as dependências do abrigo. // Às vezes, esse julgamento é o que impede as pessoas idosas de ter uma nova família, apesar de os sociólogos afirmarem que as relações entre casais (incluindo transgêneros) não podem ser substituídas pelas amizades em nenhum estágio da vida.
Olga Orlova, 63, e Serguêi Petrov, 65, se encontraram em um lar para idosos particular. Ambos se mudaram para lá voluntariamente, pois não queriam ser um fardo para os parentes. Quase todos que ali vivem apresentam alguma dificuldade – alguns são incapazes de caminhar ou falar. É por isso que o casal não tem muitos amigos, mas sobra tempo livre para conversar, ler livros e jogar jogos de tabuleiro.
Elena Prochina, 61, e Vladislav Nikulenko, 69, encontraram-se na primavera de 1973 a bordo de um trem suburbano que ambos tomavam todos os dias para ir trabalhar e estudar em São Petersburgo. Vladislav ficava de olho em Elena, mas era muito tímido para abordá-la. Elena notava os olhares e decidiu tomar o primeiro passo. Após meses de namoro, Vladislav propôs casamento a Elena. No entanto, o casal teve uma briga feia e decidiu se separar. A vez seguinte que os dois se encontraram foi 20 anos depois e, enfim, casaram-se sem contar para os respectivos parentes.
Liubov Barbakova, 74, e Aleksêi Balahonov, 87, se viram pela primeira vez no centro de gerontologia Vichenki, em Smolensk. Aleksêi se mudou para lá porque não queria dar trabalho para o irmão e queria a oportunidade de se comunicar com pessoas de sua idade. Conheceu Liubov no centro, e, alguns meses depois, eles se casaram e se mudaram para um quarto separado. // Os supervisores do centro incentivam tais casamentos e permitem que os recém-casados ​​se mudem sozinhos para outro quarto.
Ekaterina Krivocheeva, 80, e Ivan Petrov também se encontraram no centro Vichenki. Ela brinca que “ganhou” o marido em um jogo de cartas. No verão, os pensionistas que vivem no lar para idosos adoram jogar jogos de cartas ao ar livre, e muitas pessoas acabam fazendo conhecidos. Um dia, durante um jogo de cartas, Ekaterina percebeu que Ivan estava deixando que ela ganhasse de propósito, e foi assim que começou o relacionamento. Depois de alguns meses de encontros, Ivan sugeriu que  Ekaterina se mudasse com ele. No entanto, devido a suas complicações físicas,  ela não queria se tornar um fardo para Ivan. Ele, por sua vez, conseguiu convencê-la, e hoje vivem juntos.  Embora Ekaterina tenha sérios problemas de saúde, ela é muito otimista e participa de um grupo musical. Ivan apoia a mulher e lhe dá todo suporte.