Mulheres na guerra

Maria Dolina é uma heroína da União Soviética. Completou 72 voos a bordo do avião de mergulho PE-2; lançou 45 toneladas de bombas sobre o inimigo. Em seis combates aéreos derrubou 3 caças do inimigo.

Maria Dolina é uma heroína da União Soviética. Completou 72 voos a bordo do avião de mergulho PE-2; lançou 45 toneladas de bombas sobre o inimigo. Em seis combates aéreos derrubou 3 caças do inimigo.

RIA Nôvosti
Para celebrar o 9 de maio, Dia da Vitória, a Gazeta Russa preparou uma seleção das "mocinhas" cuja coragem mata qualquer marmanjo de inveja.
A partir de 1939, as mulheres soviéticas passaram a ter o direito de prestar serviço militar. Nos primeiros dias da Grande Guerra Patriótica, quando o exército alemão se aproximava de Moscou, unidades de voluntárias começaram a se formar na capital.
Durante a guerra, as mulheres não serviam no Exército Vermelho, mas apenas em cargos de apoio, como enfermeiras ou no correio. Elas trabalhavam no Exército de defesa aérea, comunicações, segurança interna e nas estradas militares. Havia também as divisões de artilharia. Para ingressar nessas unidades, as jovens deviam passar por um treinamento especial. Na foto, mulheres recebem treinamento de tiro, em 1941, em Moscou.
Atiradoras durante a Grande Guerra Patriótica aniquilaram cerca de 12 mil soldados e oficiais alemães. Entre elas estava a famosa franco-atiradora Liudmila Pavlichenko. Seus resultados eram invejados por muitos combatentes masculinos. No transcorrer das operações militares, ela exterminou 309 soldados e oficiais inimigos.
Nina Lobkovskaia é outra  franco-atiradora notável. Em 1942, logo após terminar a escola, Nina decidiu ir para o fronte, quando tinha apenas 17 anos. Após se formar na escola de franco-atiradores para mulheres em Moscou, ela trilhou um glorioso caminho de batalha: libertou Leningrado, a Polônia e chegou até Berlim.
A mobilização de mulheres médicas teve início a partir dos primeiros dias da guerra. Cerca de metade dos médicos então eram mulheres. Muitas jovens iam para o fronte de guerra para ajudar como enfermeiras e atendentes. Na foto, enfermeira presta ajuda a um soldado ferido no fronte.
De acordo com estimativas mais recentes, enfermeiras e médicas soviéticas ajudaram a curar mais de 70% dos feridos durante a Segunda Guerra Mundial. Quinze médicas receberam o título de Herói da União Soviética por sua coragem especial. Na foto, enfermeira coloca curativo em um soldado ferido durante a batalha de Kursk, em 1943.
As mulheres também lutaram na força aérea. Foram criados regimentos aéreos femininos de caças e fuzileiros. Na foto, mulheres do 46º regimento de bombardeiros de mergulho leve.
Os alemães chamaram as mulheres do 46º regimento de bombardeiros de mergulho de “bruxas da noite”, por sua coragem e maestria. Durante as ações de combate, elas executaram mais de 20 mil levantamentos de voo de combate e jogaram sobre as tropas fascistas quase 3 mil toneladas de bombas.
Lidia Vladimirovna Litviak, heroína da União Soviética, é a aviadora mais bem-sucedida da Segunda Guerra Mundial. Completou cerca de 150 missões aéreas de combate, abateu 6 aviões e 1 balão de observação durante os combates aéreos, além de 6 aviões inimigos. Perdeu a vida em combate aéreo no dia 1º de agosto de 1943.
As pilotos soviéticas deram uma grande contribuição para alcançar a vitória sobre o inimigo. Na foto, mulheres piloto antes da decolagem para combate, em 1944.
Na primavera de 1945, em Berlim, o fotógrafo Evguêni Khaldei tirou uma foto famosa: tendo como pano de fundo o portão de Brandenburgo, uma garota controladora de tráfego comanda a passagem das  tropas soviéticas. A fotografia tornou-se uma espécie de símbolo da vitória do exército soviético sobre o fascismo. Ela foi publicada repetidas vezes por jornais e revistas em todo o mundo. Na foto: Maria Chalneva orienta o movimento do equipamento militar soviético perto do Reichstag, em Berlim.