Pútin parabeniza líder de esquerda radical por vitória na Grécia

O presidente russo desejou sucesso a Tsipras em sua importante atividade Foto: kremlin.ru

O presidente russo desejou sucesso a Tsipras em sua importante atividade Foto: kremlin.ru

Presidente russo desejou sucesso a Tsipras em sua atividade diante de ‘circunstâncias difíceis’. Vitória da esquerda radical causou preocupação nos mercados europeus, e euro apresentou maior queda frente ao dólar em 11 anos.

O presidente russo Vladímir Pútin parabenizou o político grego e líder da Coalizão da Esquerda Radical (Syriza), Alexis Tsipras, pela vitória nas eleições parlamentares nacionais, informou a assessoria de imprensa do Kremlin nesta segunda-feira (26).

“No telegrama de cumprimentos, o chefe de Estado russo expressou confiança de que Rússia e Grécia vão continuar aumentando a interação tradicionalmente construtiva em todas as esferas e irão cooperar de forma efetiva nos esforços para resolver os atuais problemas europeus e internacionais”, divulgou a assessoria.

Com 99 por cento dos votos apurados, o partido de esquerda Syriza obteve uma vitória folgada nas eleições de domingo (25). No total, a sigla obteve 149 assentos no Parlamento de 300 membros, recebendo 36,3 por cento dos votos – 8,5 pontos percentuais a mais que o partido conservador Nova Democracia.

“O presidente russo desejou sucesso a Tsipras em sua importante atividade em meio a circunstâncias difíceis”, lê-se na nota do Kremlin.

No entanto, a vitória do Syriza não foi tão bem recebida por alguns líderes da União Europeia, como a chanceler alemã Angela Merkel, cujo modelo para saída da crise na zona do euro vai na contramão dos preceitos de Tsipras.

Na esperança de que Atenas respeite os compromissos nacionais no âmbito da UE, o porta-voz de Merkel, Steffen Seibert, declarou ser “importante que o novo governo tome medidas que preservem a recuperação econômica da Grécia”.

Na manhã desta segunda-feira, a Bolsa de Valores de Atenas registrou uma queda de 5,5%.

A vitória da esquerda radical também causou preocupação nos mercados europeus, que observaram a maior queda do euro em relação ao dólar em 11 anos. A moeda europeia chegou a ser comercializada por US$ 1,1088, mas recuperou parte do valor e subiu para US$ 1,125.

 

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