Rússia e Equador assinam acordo de cooperação

O Equador é um importante parceiro estratégico da Rússia na América Latina Foto: EPA/TASS

O Equador é um importante parceiro estratégico da Rússia na América Latina Foto: EPA/TASS

A capital do Equador sediou no último dia 13 a 13ª Reunião do Fórum Parlamentar Ásia-Pacífico (FPAP), que selou a assinatura de acordo entre a Rússia e o Equador. O fórum debateu questões como cooperação para garantir paz e estabilidade na região, o aumento do comércio e do investimento, as alterações climáticas e a luta contrao crime organizado e o terrorismo.

A Rússia e o Equador realizarão consultas sobre questões internacionais de interesse mútuo e colaborarão com organizações parlamentares para reforçar a estabilidade e a segurança na região e no mundo.  

O acordo foi assinado pela presidente da Assembleia Nacional do Equador, Gabriela Rivadeneira, e  por Valentina Matvienko, presidente do Conselho da Federação da Rússia (câmara alta do parlamento russo), durante o Fórum Parlamentar Ásia-Pacífico (FPAP).

A delegação russa no evento foi liderada por Matvienko.

Além disso, os legisladores apoiarão a cooperação econômica e cultural entre os dois países.

Segundo Matvienko, a Rússia considera a assinatura desse acordo como um ritual ou uma formalidade.

“O Equador é um importante parceiro estratégico da Rússia na América Latina que já provou sua confiabilidade”, disse Matvienko.

De acordo com ela, o processamento de minerais, energia elétrica, o transporte ferroviário e agricultura são as áreas mais importantes na cooperação entre os dois países.

"A delegação russa propôs um projeto de resolução intitulado Política e Segurança na Região Ásia-Pacífico, cujo objetivo principal é a organização do trabalho para a preparação de um projeto sobre os princípios de cooperação e segurança”, completou Matvienko.

Sem os EUA

Os Estados Unidos não participaram do fórum. Para o presidente do comitê do Conselho da Federação para Assuntos Internacionais, Konstantin Kossatchov, os representantes de Washington se sentem desconfortáveis nesse evento.

"Eles são forçados a considerar opiniões de outros países e se sentem desconfortáveis aqui. Isso parece improdutivo para eles", disse Kossatchov.

De acordo com ele, o FPAP é uma plataforma importante para o diálogo, sem decisões preparadas ou domínio de um único país.

"Muitas outras assembleias parlamentares funcionam, infelizmente, de acordo com o princípio de ‘irmãos mais velhos’ e ‘irmãos mais novos’. No FPAP não há líderes ou tentativas de impor seus pontos de vista aos outros", disse Kossatchov.

O porta-voz do Conselho da Federação, Ilias Ukhamánov, sublinhou que agora até os políticos que não mostram simpatia especial pela Rússia, como, por exemplo, o presidente do FPAP, Yasuhiro Nakasone, apoiam a posição do país.

Durante o encontro, Rivadeneira apoiou a ideia da diversidade de um modelo multipolar na ordem mundial. Segundo ela, essa ideia deverá ser incluída na resolução final do FPAP.

De acordo com o investigador principal do Instituto da América Latina da Academia de Ciências da Rússia, Aleksandr Sizonenko, o fortalecimento da economia do Extremo Oriente da Rússia e das suas relações com os países da região da Ásia-Pacífico é uma prioridade da política da Rússia.

“Em primeiro lugar, é necessário estabelecer relações comerciais entre o Extremo Oriente da Rússia com os países da América Latina através do Oceano Pacífico, porque, até agora, quase todos eles passam pelo Oceano Atlântico”, completou Sizonenko.

 

Confira outros destaques da Gazeta Russa na nossa página no Facebook

Todos os direitos reservados por Rossiyskaya Gazeta.