Em Brasília, vice-premiê russo propõe ampliar cooperação em alta tecnologia

Rogôzin: “Os brasileiros não querem comprar produtos acabados, mas querem participar da concepção e instalação dessas tecnologias russas no país” Foto: TASS

Rogôzin: “Os brasileiros não querem comprar produtos acabados, mas querem participar da concepção e instalação dessas tecnologias russas no país” Foto: TASS

O governo russo está oferecendo ao Brasil uma colaboração ativa em esferas de alta tecnologia, incluindo exploração do espaço, construção naval e setor de aviação. Delegação comandada pelo vice-premiê russo Dmítri Rogôzin tem expectativa de que visita ao país resulte em acordos e reforço da parceria estratégica.

Nesta quarta-feira (18), o vice-primeiro-ministro russo Dmítri Rogôzin participou de uma reunião com o vice-presidente Michel Temer e com o ministro da Defesa do Brasil, Celso Amorim. Além disso, visitou a estação terrestre do Glonass, na Universidade de Brasília, onde é realizado acompanhamento do sistema global de navegação por satélite.

“Os brasileiros não querem comprar produtos acabados, mas querem participar da concepção e instalação dessas tecnologias russas no país”, declarou o vice-premiê russo, ao mencionar o setor espacial.

Moscou ofereceu às autoridades brasileiras uma coparticipação ativa no mercado de serviços espaciais – não somente em sistemas de navegação, mas em cartografia, comunicações e sensoriamento remoto da Terra, entre outros. “Os planos do Brasil de desenvolver a sua própria base para lançamentos espaciais são de grande interesse para nós”, acrescentou Rogôzin.

A parceria militar entre os países não se limita ao fornecimento de produtos acabados para o país sul-americano, uma vez que “o Brasil está ajudando a criar um centro de serviços para trabalhos de reparo e manutenção de helicópteros russos”.

No setor de construção naval, os projetos e tecnologias brasileiras e russas destinadas a exploração de jazidas de petróleo e gás apresentam boa compatibilidade, apesar de determinadas tarefas serem executadas em diferentes condições climáticas e geológicas.

Segundo Rogôzin, antecipando a visita da presidente Dilma Rousseff à Rússia, prevista para o próximo ano, “novos acordos de parceria e promoções devem ser coordenados e assinados nos setores de espaço, nuclear e aviação, na construção naval e em engenharia eletrônica”.

 

Publicado originalmente pela agência Tass

 

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