“O Brasil não quer ocupar o lugar de outros países”

Guerreiro não apresentou um prognóstico preciso sobre o desenvolvimento das relações comerciais Brasil-Rússia, mas destacou o grande potencial do comércio bilateral  Foto: Pável Gazdiuk/Gazeta Russa

Guerreiro não apresentou um prognóstico preciso sobre o desenvolvimento das relações comerciais Brasil-Rússia, mas destacou o grande potencial do comércio bilateral Foto: Pável Gazdiuk/Gazeta Russa

Durante palestra, embaixador brasileiro em Moscou falou sobre posição do Brasil diante das sanções ocidentais impostas à Rússia e o l do comércio bilateral.

Na esteira das sanções ocidentais, o “governo brasileiro não tomará medidas para aumentar a participação de produtores nacionais no mercado russo”, declarou o embaixador brasileiro em Moscou, Antônio Guerreiro, em uma palestra para estudantes do Instituto Estatal de Moscou de Relações Internacionais (Mgimo).

“Os representantes de empresas brasileiras na Rússia me perguntam se o Brasil está fazendo esforços para tomar o lugar dos países que exportam comida [para a Rússia]. Eu sempre digo que o Brasil não tem a intenção de ocupar o lugar de outros países”, disse o diplomata. “Não agimos nesse sentido para obter benefício, mas podemos prestar apoio se for requisitado.”

Guerreiro não apresentou um prognóstico preciso sobre o desenvolvimento das relações comerciais Brasil-Rússia, mas destacou o grande potencial do comércio bilateral entre os países.

Não há informações oficiais sobre o aumento geral das exportações de produtos brasileiros à Rússia após a imposição das sanções, mas as medidas afetaram sobretudo a oferta de carnes suína e bovina. Conforme relatório publicado em outubro passado pela Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA), a Rússia foi destino de 46,68% do total das exportações de carne suína produzida no Brasil.

 

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