Escola Superior de Economia quer estudantes do Brasil

"Programa prevê o desenvolvimento de intercâmbios acadêmicos de estudantes brasileiros com universidades estrangeiras, incluindo russa", disse Taguírova Foto: Mikhail Dmítriev/serviço de imprensa da Escola Superior de Economia

"Programa prevê o desenvolvimento de intercâmbios acadêmicos de estudantes brasileiros com universidades estrangeiras, incluindo russa", disse Taguírova Foto: Mikhail Dmítriev/serviço de imprensa da Escola Superior de Economia

Diretora Escola Superior de Economia para as Relações Internacionais falou da cooperação universitária da sua escola com o Brasil e das bolsas de estudo para estudantes brasileiros.

Em entrevista à Gazeta Russa, a diretora Escola Superior de Economia para as Relações Internacionais, um dos principais estabelecimentos de ensino superior da Rússia, Chivleta Taguírova, falou da cooperação universitária da sua escola com o Brasil e das bolsas de estudo para estudantes brasileiros.

Gazeta Russa –  Quais são os planos de cooperação com o Brasil?

Chivleta Taguírova – São muito grandes. Em primeiro lugar, queremos nos tornar parceiros estratégicos das universidades brasileiras a nível estatal. Em segundo lugar, estamos prontos para desenvolver a cooperação nos moldes do programa do governo brasileiro Ciência Sem Fronteiras. O programa prevê o desenvolvimento de intercâmbios acadêmicos de estudantes brasileiros com universidades estrangeiras, incluindo russas. E nós também queremos ter uma certa prioridade nesse programa.

Vocês estão prontos para receber estudantes do Brasil?

Sim, no âmbito das bolsas de estudo dos principais programas acadêmicos, estamos prontos para receber entre 50 a 100 alunos.

Essa cota é da ESE ou da Rossotrudnichestvo (Agência de Cooperação da Rússia) [a Rossotrudnichestvo, através de seus representantes em todo o mundo, concede anualmente cerca de 15 mil bolsas de estudo para estudantes estrangeiros]?

É uma cota totalmente da ESE e estamos prontos para aceitar alunos a partir de setembro de 2015.

Quais as especialidades a serem abrangidas pelo programa?

Acima de tudo nos interessam as especialidades técnicas, de Economia e Finanças. Gostaríamos de receber graduados com bacharelado que vêm das principais universidades do Brasil para fazer mestrado. Por exemplo, da Universidade de São Paulo e da Universidade Federal do Rio de Janeiro.

Que outros planos vocês têm em relação à cooperação com o Brasil?

Pretendemos assinar um acordo com a Universidade de Campinas. A partir daí estaremos prontos para receber estudantes pelo sistema de intercâmbio acadêmico e também no âmbito do desenvolvimento do programa de mestrados de diploma duplo. O primeiro passo é a assinatura do acordo de cooperação entre as instituições de ensino superior, e a segunda etapa será a criação de um programa de mestrado conjunto. Muito provavelmente, na área da Economia, Finanças ou Gestão.

Além disso, após a visita da delegação brasileira à Universidade Nacional de Pesquisa - Escola Superior de Economia (UNP ESE) [visita que ocorreu no âmbito da primeira cúpula de instituições de ensino superior dos Brics] no dia 1º de dezembro, ficou acordado iniciar a cooperação em vários domínios científicos e acadêmicos com universidades brasileiras, como a Universidade Federal do Espírito Santo, a Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul, a Universidade Estadual Paulista, a Universidade Federal de Pernambuco e a Universidade Federal de Santa Catarina.

O que fazer para obter uma bolsa de estudo?

O procedimento já foi elaborado. Os candidatos terão de entrar em contato com o Centro de Recrutamento de Estudantes Internacionais da UNP ESE.

Mais informações

Há dois anos, a Escola Superior de Economia vem reforçado os laços de cooperação com os parceiros da América Latina, especialmente o Brasil.

Em setembro de 2013, foi realizado na Faculdade de Direito da Universidade de São Paulo o seminário internacional de pós-graduação “Brasil-Rússia – Brics”, em colaboração com a Faculdade de Direito da sede de São Petersburgo da UNP ESE. No seminário se discutiu um amplo leque de questões da jurisprudência moderna: bases constitucionais de participação no Brics, direito internacional e nacional e regulação jurídica das relações no domínio da energia, medicina, legislação antimonopólio, direito comercial e financeiro.

Já em abril deste ano, São Petersburgo sediou o seminário científico internacional “A terra como objeto de direito na Rússia e no Brasil”, organizado pela Faculdade de Direito e pelo Laboratório de Pesquisas Jurídicas Comparativas da sede de São Petersburgo da UNP ESE.

Em 2013, a Escola Superior de Economia assinou um memorando de entendimento com o Centro de Gestão e Estudos Estratégicos na área da ciência, tecnologia e inovação no Brasil.

Este passo permitirá que as duas partes estabeleçam as principais orientações da cooperação na esfera científico-tecnológica, na qual está incluída a investigação no domínio da política científico-tecnológica e de previsão; a avaliação dos efeitos socioeconômicos das políticas, programas, projetos e organizações estatais nas áreas da ciência, tecnologia e inovação e o planejamento estratégico nas áreas da ciência, tecnologia e inovação.

 

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