Universidade Estatal de Moscou estreia em top 5 de emergentes

Ao todo, sete universidades da Rússia entraram para o top 100 deste ano Foto:  Airpano.ru

Ao todo, sete universidades da Rússia entraram para o top 100 deste ano Foto: Airpano.ru

Universidades russas apresentaram avanço no mais recente ranking produzido pela revista Times Higher Education. Mais bem classificada entre as universidades brasileiras, a Universidade de São Paulo ocupa o décimo lugar da lista.

Na noite desta quarta-feira (3), foi divulgado o segundo ranking anual das universidades dos países Brics e economias emergentes, produzido pela revista “Times Higher Education” (THE). O Ranking Brics e Economias Emergentes 2014 foi apresentado durante a 1a Cúpula das Universidades do Brics, em Moscou.

As melhores universidades dos países emergentes foram encabeçadas por instituições chinesas: a Universidade de Pequim (1o) e a Universidade de Tsinghua (2o), seguidas pela Universidade Técnica do Oriente Médio (3 o), da Turquia, e pela Universidade da Cidade do Cabo (4), da África do Sul. A Universidade Estatal de Moscou encerrou o top 5. A melhor entre as universidades brasileiras, a Universidade de São Paulo, ocupou o décimo lugar, subindo um degrau em relação ao ranking do ano passado.

Ao todo, sete universidades da Rússia entraram para o top 100 deste ano, incluindo a Universidade Nacional de Pesquisa Nuclear (13o), a Universidade Estatal de Novosibirsk (34o) e a Universidade Estatal de São Petersburgo (64o).

“O sucesso das instituições de ensino superior russas pode ser atribuído aos esforços do Estado, que, desde 2006, vem investindo sistematicamente na melhoria da competitividade dessas universidades”, disse à Gazeta Russa Iaroslav Kuzminov, reitor da Escola Superior de Economia, uma das principais universidades russas que, porém, não entrou no ranking.

O Brasil, por sua vez, tem apenas quatro instituições entre as cem melhores. Além da USP, constam na lista a Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), que caiu da 24ª para a 27ª posição; a Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), que passou do 60º para o 61º lugar; e a Universidade Estadual Paulista (Unesp), que despencou do 87º para o 97ª lugar.

A publicação britânica “Times Higher Education”, uma das mais influentes revistas internacionais que trata de ensino superior, elabora anualmente o ranking mundial com as melhores universidades.

Paralelo para o futuro

O principal objetivo de um ranking restrito às universidades de economias emergentes é, segundo Phil Baty, editor da THE, ajudar a encontrar novos líderes da educação em países que permanecem na sombra da América do Norte e da Europa Ocidental, que ainda dominam os principais rankings.

“Existe uma percepção de que no ranking mundial das melhores universidades, apenas 10 instituições de países com economia emergente aparecem no top 200 mundial. O que estamos tentando dizer é que há universidades realmente dinâmicas e excitantes nessas regiões”, disse Baty à Gazeta Russa.

A análise das universidades dos Brics em uma lista separada não faz com que ela seja considerada de “segunda classe”, pois os critérios aplicados na pesquisa são os mesmos utilizados na elaboração do ranking principal.

“Somos capazes de introduzi-las em um contexto. Nem todas estão aptas a competir com Stanford ou Oxford. Mas estamos usando o mesmo sistema e padrões. Assim, temos condições de fornecer mais informações sobre uma gama maior de universidades e dar uma imagem mais clara de seu potencial e do lugar que ocupam no mundo”, acrescenta o editor.

Na opinião de Issak Frumin, diretor do Instituto de Educação da Escola Superior de Economia, o acompanhamento anual do Ranking Brics e Economias Emergentes pode possibilitar no futuro um sistema especial de ensino superior, diferente do americano-britânico, que hoje predomina no mundo inteiro.

Progresso além do ranking

O projeto 5-100 une as principais universidades russas em torno do objetivo de profunda transformação dessas instituições, em conformidade com os melhores modelos e práticas internacionais. “A ambição de chegar ao topo dos rankings não é o objetivo principal. Eles servem apenas como indicadores importantes, entre muitos outros, para medir o desempenho da universidades”, explica Aleksandr Povalko, vice-ministro da Educação da Rússia.

O reitor da Escola Superior de Economia, Iaroslav Kuzmin, disse à Gazeta Russa que, nos últimos anos, além das 14 universidades que integram o ambicioso programa russo 5-100, cerca de 40 instituições de ensino superior do país vêm apresentando uma melhora drástica.

“Isso é resultado do fato de que, em 2006, o então ministro da Educação, Andrêi Fursenko, iniciou a seleção do grupo de universidades ao qual seria disponibilizado um subsídio para apoiar programas de desenvolvimento. No começo, eram 62 instituições. Mas, em 2013, foi lançado o programa 5-100 e, para participar dele, foram selecionadas apenas 14 universidades que possuíam possibilidades de competir internacionalmente”, diz Kuzmin. 

 

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