Inspetores russos vão realizar voos de observação sobre os EUA

Especialistas norte-americanos a bordo controlarão o uso de equipamento de vigilância Foto: Ígor Filonov

Especialistas norte-americanos a bordo controlarão o uso de equipamento de vigilância Foto: Ígor Filonov

Com base no Tratado de Céus Abertos, missões buscam reforçar transparência na atividade militar.

Um grupo de inspetores russos planeja realizar dois voos de observação sobre o território dos Estados Unidos a bordo de um avião Tupolev Tu-154M Lc-1, no âmbito do Tratado Internacional de Céus Abertos.

“Os voos de inspeção serão realizados até 22 novembro a partir dos aeródromos Travis e Wright-Patterson. A faixa máxima de voo é de 4.900 e 4.250 km, respectivamente”, anunciou o chefe do Centro Nacional para Redução de Risco Nuclear, Serguêi Rijkov.

Segundo ele, os voos estão sendo realizados para promover maior transparência na atividade militar dos Estados-membros do tratado e para reforçar a segurança por meio de medidas de confiança. Estes são os 35o e 36o voos de vigilância da Rússia sobre territórios de Estados-membros do tratado somente neste ano.

As rotas foram previamente acordadas, e os especialistas norte-americanos a bordo controlarão o uso de equipamento de vigilância e a observância ao tratado.

Outro grupo de inspetores russos está realizando um voo de observação sobre o território da Grécia a bordo de uma aeronave Antonov An-30B. A operação será concluída nesta sexta-feira (14).

Nesse mesmo período, um grupo conjunto de inspetores norte-americanos e italianos está efetuando um voo de inspeção sobre o território russo a bordo de um Boeing OC-135B.

Sem tempo fechado

Tratado de Céu Aberto foi assinado em 1992 e conta com 34 países-membros. Desde que o acordo entrou em vigor em 2002, os voos de vigilância são conduzidos sobre os territórios da Rússia, Estados Unidos, Canadá e países europeus.

As principais tarefas do tratado são desenvolver a transparência, acompanhar o cumprimento de acordos de controle de armamentos, e aumentar a capacidade de prevenir crises no âmbito da Organização para a Segurança e Cooperação na Europa (OSCE) e outros órgãos internacionais.

 

Publicado originalmente pela agência Tass

 

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