Kremlin estimula transferência do controle da internet à comunidade global

Corporação que controla o espaço de endereço IP está atualmente sob a jurisdição dos EUA Foto: RG

Corporação que controla o espaço de endereço IP está atualmente sob a jurisdição dos EUA Foto: RG

Ao lado de China, Índia, Brasil e outros países, autoridades russas insistem que o controle da internet deve ser transferido para a comunidade internacional.

De acordo com o conselheiro presidencial, Igor Schegolev, é preciso continuar a cooperação em conjunto com os nossos parceiros, que compartilham nossos pontos de vista, nas plataformas da ONU, Brics [Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul] e da Organização para Cooperação de Xangai sobre a transferência de controle da internet para a comunidade internacional.

“É necessário determinar regras rígidas e coordenar uma convenção que regule as relações nesse domínio”, disse Schegolev.

A Corporação da Internet para Atribuição de Nomes e Números (ICANN, na sigla em inglês) é responsável pelo controle do espaço de endereço IP e está atualmente sob a jurisdição dos Estados Unidos. “O mundo está agora à procura de um novo modelo para controlar a internet”, acrescentou o assessor.

A Rússia, junto com China, Índia, Brasil e outros países “insistem que o controle da internet deve ser transferido para a comunidade internacional. Os EUA e seus aliados estão tentando preservar o modelo existente, declarando-se como uma garantia para o desenvolvimento democrático, liberdade de expressão e luta contra a censura na internet”.

“O governo russo deve oferecer tal modelo de evolução das relações na internet no âmbito da ONU para permitir que os Estados retomem a sua soberania na rede”, continuou Schegolev. “Importantes fontes de internet devem ser distribuídas de forma justa entre os países, e devem ser criadas condições para o controle conjunto sobre os princípios de confiança interestatal.”

Segundo ele, as normas internacionais que regulam os contatos na internet devem se basear nos princípios de não interferência nos assuntos internos dos Estados, direitos iguais e observância dos direitos e liberdades fundamentais dos cidadãos.

Os países do Brics condenaram veementemente a vigilância eletrônica massiva e a coleta de informações pessoais – iniciativas americanas expostas pelo ex-técnico da CIA, Edward Snowden.

 

Publicado originalmente pela agência Itar-Tass

 

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