Legislador alega que Google conduz política anti-Rússia

Legislador quer forçar escritório do Google no país a trabalhar em sintonia com o legislativo russo Foto: Reuters

Legislador quer forçar escritório do Google no país a trabalhar em sintonia com o legislativo russo Foto: Reuters

De acordo com o jornal “Izvéstia”, o legislador está se preparando para apresentar documentos ao Ministério do Interior e ao Gabinete do Procurador-Geral, pedindo aos órgãos para verificar a empresa norte-americana sobre a suposta violação das leis russas. Acordo entre empresa americana e governo ucraniano permitiria repasse de dados sobre internautas russos.

Evguêni Fiodorov, parlamentar russo do partido governista Rússia Unida, disse nesta semana que o motor de busca do Google supostamente realiza políticas antirrussas.

Segundo ele, o Google assinou recentemente um acordo com o Conselho de Segurança e Defesa da Ucrânia. Por meio dele, o gigante da internet seria capaz  de passar oficialmente para os serviços secretos ucranianos informações importantes, incluindo dados sobre internautas russos.

Além de inspeções à empresa norte-americana, o legislador propõe também forçar o escritório do Google no país a trabalhar em sintonia com o legislativo russo.

Na quarta-feira passada (3), o diretor da agência de fiscalização de comunicações da Rússia, Aleksandr Jarov, e a vice-presidente sênior do Google, Rachel Whetstone, negociaram sobre o trabalho da empresa norte-americana na Rússia, em meio à adoção de uma lei para armazenar dados de cidadãos do país somente na Rússia.

Uma fonte próxima às negociações disse à agência Itar-Tass que o Google considera armazenar dados pessoais dos usuários russos em um servidor local.

“O Google trabalha atualmente na Rússia como um intermediário, que trata principalmente de publicidade. O serviço já vem conversando com a empresa por um ano para abrir um escritório de representação de pleno direito. Mas o Google lembra que se trata de uma empresa norte-americana e que funciona sob a lei dos Estados Unidos”, disse a fonte.

O presidente russo, Vladímir Pútin, assinou uma lei em julho obrigando as empresas de internet a manter os dados pessoais dos usuários no próprio país. As novas exigências entrarão em vigor a partir de 1 de setembro de 2016.

 

Publicado originalmente pela agência Itar-Tass

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