Kiev usará meios legais para obter Crimeia de volta, avisa Porochenko

Porochenko obteve mais de 50% dos votos nas eleições de domingo passado Foto: AP

Porochenko obteve mais de 50% dos votos nas eleições de domingo passado Foto: AP

Presidente recém-eleito da Ucrânia disse não reconhecer adesão da península à Rússia. Porochenko também declarou que não tem intenção de interromper o uso da força no sudeste do país.

“O governo ucraniano vai usar todos os mecanismos possíveis, principalmente os legais nos tribunais internacionais”, declarou Petro Porochenko, presidente recém-eleito da Ucrânia, em entrevista coletiva nesta segunda-feira (26). Kiev está pronta para ir ao Tribunal Europeu dos Direitos Humanos, em Estrasburgo, para fazer valer os seus direitos”, acrescentou.

No domingo passado (25), no dia em que ocorreram as eleições, Porochenko disse que suas duas principais posturas na relações entre a Ucrânia e a Rússia são o não reconhecimento da adesão da Crimeia à Rússia e dos processos de referendos no leste da Ucrânia.

No entanto, segundo ele, a sua primeira visita como presidente seria exatamente para a região de mineração de carvão de Donbass, no leste da Ucrânia, onde estão localizadas Donetsk e Lugansk, que votaram pela independência.

Porochenko disse que gostaria de se reunir com a liderança russa no início do próximo mês, afirmando que seria impossível resolver a situação no sudeste do país sem a participação de Moscou. “A Rússia é o nosso maior vizinho”, salientou.

Operação no sudeste

Porochenko também declarou que não tem intenção de interromper o uso da força no sudeste do país e destacou que Kiev não vai conduzir negociações com pessoas armadas.

“Eles não querem falar com ninguém”, disse o presente recém-eleito sobre a posição das pessoas que estão protestando com armas contra o atual regime, que chegou ao poder como resultado de um golpe de Estado.

Ele prometeu ainda que a operação do exército seria conduzida de forma mais eficaz. “As tropas ucranianas receberão equipamento melhor, bem como maior assistência”, finalizou.

 

Publicado originalmente pela agência Itar-Tass

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