“Crítica ao Brics como organização fraca não tem fundamento”, diz diplomata

Manifestação dos Brics a favor da Rússia após as recentes sanções representa “posição política nobre” Foto: PhotoXPress

Manifestação dos Brics a favor da Rússia após as recentes sanções representa “posição política nobre” Foto: PhotoXPress

Índices econômicos e interesses mútuos são supostos sinais de força do grupo.

As críticas ao grupo dos Brics (Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul) como sendo uma “organização fraca”, que corre o risco de se transformar em um bloco político militar, não tem fundamento, segundo declaração do embaixador itinerante do Ministério dos Negócios Estrangeiros russo, Vadim Lukov.

“Muitas vezes ouvimos que os países dos Brics têm interesses diferentes, de modo que a organização terá uma vida curta”, disse Lukov em um fórum de jovens líderes do Brics no Instituto Estatal de Relações Internacionais, em Moscou.

“Mas as relações entre esses países são construídas por meio de quatro princípios básicos: interesse comum dos países em reformas do sistema monetário e financeiro, compromisso com o direito internacional, cooperação econômica para estimular o crescimento econômico e a necessidade urgente de modernização. E um sistema que se baseia em quatro pilares me parece muito estável.”

Ele disse não compartilhar da opinião de que os países dos Brics vêm enfrentando dificuldades em termos de desenvolvimento econômico. “As taxas de crescimento realmente diminuíram”, admitiu, “mas, no entanto, a média de taxas de crescimento agregadas desses países será de 4,2% este ano, enquanto o sistema financeiro do grupo dos sete vai apresentar uma média de crescimento agregado de apenas 1,2%”.

“Outro argumento que ouvimos é que os Brics podem se transformar em um bloco político militar”, continuou Lukov. Segundo ele, o fato de que os países se manifestaram a favor da Rússia após as recentes sanções representa “uma posição política nobre”. “A Rússia aprecia essa posição e somos gratos aos nossos parceiros por isso”, finalizou.

 

Publicado originalmente pela agência Itar-Tass

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