China apoia solução política para a crise na Ucrânia

Moscou deve encontrar uma solução política para a crise na Ucrânia através do diálogo com todas as partes envolvidas no conflito Foto: ITAR-TASS

Moscou deve encontrar uma solução política para a crise na Ucrânia através do diálogo com todas as partes envolvidas no conflito Foto: ITAR-TASS

Especialistas russos afirmam que caso os países ocidentais introduzam sanções contra a Rússia, o gigante asiático apoiará a Rússia.

O Ministério dos Negócios Estrangeiros da China declarou que o presidente do país, Xi Jinping, discutiu a crise na Ucrânia com seu homólogo russo, Vlaímir Pútin.

Jinping disse a Pútin que Moscou deve encontrar uma solução política para a crise na Ucrânia através do diálogo com todas as partes envolvidas no conflito. 

O presidente chines disse que a situação é "extremamente complexa e afeta todas as regiões do mundo".

O diretor do Centro de Investigações Estratégicas da China, Aleksêi Maslov, declarou que caso os países ocidentais introduzam sanções contra a Rússia, o gigante asiático provavelmente defenderá a Rússia.

“Durante os últimos anos, a China apoiou a Rússia em todas as questões estratégicas”, disse Maslov. “A China não interfere nos assuntos internos de outros países, mas nessa ocasião existem razões para que expresse sua opinião claramente", completou.

Na última quarta-feira (4), o ministro dos Negócios Estrangeiros da China também discutiu a crise ucraniana com o seu homólogo francês, Laurent Fabius.

De acordo com o ministro francês, Paris e Pequim concordam sobre a necessidade de reduzir a tensão militar na região e encontrar “uma solução política” para o conflito.

Durante os últimos anos, a China apoiou a Rússia nos principais acontecimentos globais e agora afirma que o país respeita todas as decisões do povo ucraniano e não quer interferir na crise interna do país.

O jornal chinês “Global Times”, do grupo Diário do Povo, que pertence ao Partido comunista da China, realizou uma pesquisa entre os seus leitores. Mais de 50% dos entrevistados apoiam o envio das tropas russas para a região e acreditam que a Rússia “tem o direito para responder contra as tentativas do Ocidente de prejudicar os interesses nacionais”.

Mas 35% dos entrevistados afirmaram que os russos não devem entrar na Crimeia.

 

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