Greenpeace espera que ativistas deixem o país antes do Ano Novo

Ativistas estrangeiros libertados sob fiança estão acomodados em hotel de São Petersburgo Foto: Lenta.ru

Ativistas estrangeiros libertados sob fiança estão acomodados em hotel de São Petersburgo Foto: Lenta.ru

A ONG internacional Greenpeace tem expectativa de que os ativistas envolvidos no processo criminal sobre o incidente a bordo da plataforma de Prirazlomnaia, no Ártico, deixem a Rússia antes do Ano Novo. A declaração veio na sequência de anistia lançada pelo governo russo nesta quarta-feira (18).

Para deixar a Rússia, os estrangeiros que estavam a bordo do Arctic Sunrise devem primeiro receber uma ordem judicial que determine a conclusão do processo penal. O Greenpeace tem expectativa de o documento seja recebido até sexta ou segunda-feira. Depois que os ativistas forem livrados da acusação, terão que passar por vários procedimentos para obter o visto que permitirá sua saída da Rússia.

Uma representante do Greenpeace acrescentou que os ativistas podem recusar a anistia e enfrentar o julgamento para obter a absolvição completa. “Cada um vai tomar a decisão por conta própria”, disse. Os 26 ativistas estrangeiros estão acomodados em um hotel na cidade de São Petersburgo.

O navio Arctic Sunrise navegou rumo à plataforma de perfuração Prirazlomnaia, no mar de Pechora, em 18 de setembro. Alguns ativistas tentaram escalar a plataforma de perfuração, como um apelo para interromper a exploração de petróleo na região do Ártico.

Os guardas de fronteira russos contiveram o protesto, e o navio foi rebocado para o porto de Murmansk, no norte da Rússia. A princípio, os detidos foram acusados ​​de pirataria, mas o Comitê de Investigação atenuou a acusação para vandalismo. Os ativistas ficaram presos por dois meses antes de serem libertados sob fiança.

 

Publicado originalmente pelo The Moscow News

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