África do Sul quer acordo com Rússia para uso pacífico de energia nuclear

A parceria estratégica entre os países implica a realização conjunta do programa nacional para o desenvolvimento da energia atômica na África do Sul Foto: Reuters

A parceria estratégica entre os países implica a realização conjunta do programa nacional para o desenvolvimento da energia atômica na África do Sul Foto: Reuters

País africano planeja completar procedimentos internos para assinatura de documento até de fevereiro de 2014.

A África do Sul planeja completar, até 15 fevereiro de 2014, todos os procedimentos internos para a aprovação de um acordo intergovernamental com a Rússia referente à cooperação na área da energia nuclear para fins pacíficos.

"Assinamos um acordo intergovernamental com a Rússia no qual o Ministério da Energia da África do Sul, Ministério das Finanças e Fazenda do Estado estão trabalhando ativamente”, disse o ministro da Energia da África do Sul, Ben Martin. “Nosso objetivo é terminar até 15 de fevereiro de 2014 todos os procedimentos para a aprovação do acordo para uso pacífico da energia nuclear".

Anteriormente, o diretor da Rosatom (Corporação Estatal de Energia Atômica), Serguêi Kirienko, declarou que a Rússia está pronta a conceder um financiamento à África do Sul para a construção de novas instalações de energia atômica.

A parceria estratégica entre os países implica a realização conjunta do programa nacional para o desenvolvimento da energia atômica na África do Sul.

O projeto principal é a construção de novas usinas no território sul-africano (até 8 unidades energéticas), com reatores russos VVER, de capacidade total de 9,6 GW.

Além disso, as partes pretendem construir um reator para pesquisas com tecnologia russa, com base no qual será possível desenvolver um empreendimento conjunto na área da produção de isótopos e sua comercialização no mercado internacional.

A Rússia também prestará auxílio à África do Sul no desenvolvimento da capacidade da indústria interna e de recursos humanos no âmbito do programa em grande escala de desenvolvimento da energia atômica, assim como no aperfeiçoamento da legislação nacional, no desenvolvimento de infraestruturas e em outras áreas afins.

O acordo será válido por 20 anos e passível de prorrogação. Para coordenar e monitorar a implementação do acordo será criado um comitê conjunto de coordenação.

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