Brics se unem pela Síria e contra espionagem

Ministros das Relações Exteriores do Brics reunidos em NY criticaram iniciativas de espionagem dos EUA Foto: AP

Ministros das Relações Exteriores do Brics reunidos em NY criticaram iniciativas de espionagem dos EUA Foto: AP

Recente reunião do bloco de emergentes durante a Assembleia Geral da ONU resultou em declaração sobre situação no país árabe e necessidade de segurança no ciberespaço.

Durante a 68ª sessão da Assembleia Geral da ONU, realizado no final de setembro na sede da ONU em Nova York, os ministros das Relações Exteriores do Brics (Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul) tiveram um almoço de trabalho sobre os planos de o Brasil sediar a 6ª cúpula do grupo em 2014.

A reunião, porém, foi dominada pelo tema da Síria, e os chanceleres aprovaram uma declaração especial sobre a questão, na qual se manifestaram preocupados com a escalada da violência e a deterioração da situação humanitária no país.

Também parabenizaram a Rússia pelo acordo com os americanos sobre a destruição do arsenal de armas químicas da Síria e a decisão deste país de se juntar à Convenção sobre a Proibição de Armas Químicas.

Os ministros criticaram ainda os serviços secretos norte-americanos por interceptar ilegalmente a correspondência e dados de pessoas, empresas e personalidades oficiais, pronunciando-se a favor da criação de um ciberespaço seguro e aberto.

Cabe lembrar que o tom da discussão sobre esse tema azedo foi dado pela presidente brasileira Dilma Rousseff que, durante o discurso de abertura da 68ª Assembleia-Geral da ONU, condenou severamente as ações de espionagem dos Estados Unidos, das quais ela, assessores e a estatal Petrobras foram alvos.

Para a presidente, “imiscuir-se dessa forma na vida dos outros países fere o direito internacional e afronta os princípios que devem reger as relações entre eles”.

Parcerias latinas

A Rússia mencionou a América Latina como uma das prioridades de sua política externa.

O chanceler russo, Serguêi Lavrov, ressaltou a proximidade das posições das partes em relação a necessidade de garantir o primado do direito internacional e o reforço dos mecanismos multilaterais de solução de problemas internacionais e do papel central das Nações Unidas.

Durante os quatro dias da Assembleia Geral, Lavrov se reuniu com seus pares do Brasil, Cuba, México, Nicarágua e Paraguai.

A pauta da reunião com o ministro das Relações Exteriores, Luiz Alberto Figueiredo Machado, girou em torno das possibilidades de cooperação em política externa e desenvolvimento do quadro jurídico-institucional das relações econômicas e comerciais. 

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