“Brics ainda são locomotiva do crescimento econômico global”, declara Lukov

Até o momento, a principal conquista foi a decisão de criar um banco do Brics Foto: PhotoXPress

Até o momento, a principal conquista foi a decisão de criar um banco do Brics Foto: PhotoXPress

Diplomata russo acredita que economias emergentes têm reservas cambiais e experiência suficientes para lidar com as atuais dificuldades.

O Brics (Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul) continua a ser a locomotiva do crescimento econômico global, afirmou o embaixador itinerante e coordenador para o G20 e para os Brics do Ministério dos Negócios Estrangeiros da Rússia, Vadim Lukov. Segundo ele, taxa de crescimento nos países do grupo é de 4,11%, isto é, três vezes maior do que nas economias desenvolvidas.

Além disso, os países do Brics têm reservas cambiais suficientes e experiência em reformas para lidar com as dificuldades atuais.

A principal preocupação do grupo é a volatilidade dos fluxos de capitais internacionais. A fuga maciça de capital dos mercados dos Brics causou, por exemplo, a depreciação das moedas no Brasil e na Índia. Lukov garantiu que essa saída é injusta, pois não se baseia no desempenho econômico desses países, mas trata-se de um “choque externo”.

Os Brics pretendem ampliar sua agenda política para incluir questões internacionais que exigem respostas rápidas. No futuro, os países do grupo vão formar, inclusive, um mecanismo para coordenação de políticas. Até o momento, a principal conquista foi a decisão de criar um banco do Brics.

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