Rússia envia 140 toneladas métricas de ajuda humanitária a palestinos refugiados na Síria

Crianças andam ao redor do parque infantil de sua antiga escola em Azaz, a 50 km ao norte da cidade síria de Aleppo Foto: Ponto Rogers, Al

Crianças andam ao redor do parque infantil de sua antiga escola em Azaz, a 50 km ao norte da cidade síria de Aleppo Foto: Ponto Rogers, Al

Situação dos refugiados tem sido agravada pela guerra civil que assola a Síria há pouco mais de dois anos.

Dois aviões de carga russos entregaram um total de 140 toneladas de ajuda humanitária aos refugiados palestinos na Síria na última quinta-feira (11), informou o Ministério para Situações de Emergência da Rússia.

“Dois aviões Il-76 desembarcaram na Síria, e a bordo de cada aeronave havia 70 toneladas métricas de ajuda humanitária destinada a refugiados palestinos instalados na Síria”, disse o porta-voz do ministério, Oleg Voronov.

A ajuda foi fornecida pelo governo russo como parte do apoio humanitário para os refugiados palestinos que vivem no território da Síria.

De acordo com Voronov, havia produtos alimentares entre os itens doados. A questão dos refugiados palestinos e seus descendentes, cujo número é estimado em 5 milhões, bem como seu direito de voltar para casa, da qual fugiram após o conflito árabe-israelense de 1948, tem sido um grande ponto de discórdia nas negociações de paz do conflito entre Israel e Palestina.

Um terço dos refugiados palestinos registrados – mais de 1,4 milhões – vivem em 58 campos de refugiados reconhecidos na Jordânia, Líbano, Síria, Faixa de Gaza e na Cisjordânia, incluindo Jerusalém Oriental, de acordo com a Agência das Nações Unidas de Assistência aos Refugiados da Palestina (Unrwa, na sigla em inglês).

O Ministério dos Negócios Estrangeiros russo disse que no ano passado iria alocar US$ 2 milhões para o Unrwa em 2013, uma vez que os problemas dos refugiados palestinos “tinham sido agravados pelos processos de transformação complicados no Oriente Médio”, referindo-se sobretudo à guerra civil na Síria.

Pelas estimativas das Nações Unidas, cerca de 100 mil pessoas morreram no conflito até agora.

A Rússia e os Estados Unidos declararam no início de maio que tentariam reunir representantes do governo sírio e da oposição para um diálogo, embora nenhuma data tenha sido definida até o momento.

O Ministério dos Negócios Estrangeiros russo disse que estava pronto para entrar em conversações com a nova liderança da Coalizão Nacional da Síria, na tentativa de estabelecer um “amplo diálogo com respeito à soberania nacional, bem como à unidade e integridade territorial”. Mas o chanceler russo Serguêi Lavrov informou que o novo líder da coalizão estava minando as chances de negociações de paz.

 

Publicado originalmente pelo The Moscow Times

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