Marcada pelo esforço por solução para a Síria, Cúpula Rússia-UE trouxe discordâncias à tona

O presidente ressaltou que o acordo entre Rússia e Síria de fornecimento de sistemas de defesa antiaérea S-300 não foi implementado por enquanto Foto: Reuters

O presidente ressaltou que o acordo entre Rússia e Síria de fornecimento de sistemas de defesa antiaérea S-300 não foi implementado por enquanto Foto: Reuters

Ontem, no entanto, foi divulgado que a conferência de paz, iniciativa de russos e americanos, para negociar o fim do conflito no país não será realizada mais em junho.

A reunião de cúpula entre Rússia e UE realizada em Ecaterimburgo, nos Urais, mostrou que as partes estão dispostas a coordenar esforços na preparação da conferência de paz sobre a Síria, apesar da discordância em questões relacionadas com a solução da crise naquele país.

Pútin afirmou que a Rússia e a UE concordaram em coordenar mais estreitamente os esforços conjuntos para a promoção de uma nova conferência, uma iniciativa dos EUA e da Rússia.

Ontem, no entanto, foi divulgado que o encontro não será realizada mais em junho, como programado.

Segundo agencias de notícias, autoridades russas, americanas e da ONU reunidas em Genebra não conseguiram resolver questões sobre a proposta de negociação de paz, incluindo quem participaria das conversas.

Em Iecaterimburgo, Pútin reiterou o seu desapontamento com a decisão da UE de suspender o embargo ao fornecimento de armas à Síria. Na entrevista coletiva após a reunião, ele declarou que, durante as conversações, o lado russo salientou que "qualquer tentativa de influenciar a situação pela força, através de uma intervenção militar direta, está fadada ao fracasso e inevitavelmente levará a graves consequências humanitárias".

O presidente ressaltou que o acordo entre Rússia e Síria de fornecimento de sistemas de defesa antiaérea S-300 não foi implementado por enquanto.

Na semana passada, foi informado que a Rússia tinha supostamente entregue para a Síria o primeiro lote de S-300 no âmbito dos contratos celebrados com os dirigentes sírios antes do conflito.

Vistos

Outra questão que requer uma abordagem coordenada da Rússia e dos países da UE é a revogação do regime de vistos. Mesmo antes do início da parte oficial do evento, o presidente da CE (Comissão Europeia), José Manuel Barroso, declarou que o acordo sobre a questão poderia ser assinado em breve, restando apenas a resolução de questões técnicas.

Durante a sessão de trabalho da reunião, Barroso destacou que as partes tiveram progressos significativos. Segundo ele, os aspectos técnicos que impedem a assinatura imediata do acordo são relativos ao  fornecimento de informações pessoais a respeito dos passageiros.

"Espero que as autoridades russas possam eliminar as preocupações existentes",  disse Barroso.

Ele também destacou a importância de um novo acordo de base. Segundo o chefe da CE, será ele quem definirá o sentido correto do desenvolvimento das relações.

Por sua vez, após a reunião, Vladímir Chizhov, representante permanente da Rússia na UE, comunicou aos repórteres que, no segundo semestre deste ano, planeja-se retomar a rodada oficial de negociações sobre o novo acordo de base entre a Rússia e a UE.

De acordo com a opinião de Fiódor Lukianov, chefe do Conselho de Negócios Externos e Política de Defesa, a declaração do presidente da CE de que em breve poderá ser assinado o acordo com a Rússia sobre a simplificação do regime de vistos, “nada mais é do que uma declaração conveniente".

"Não é a primeira vez que Barroso diz que o acordo será assinado em breve",  disse o especialista.

 

Publicado originalmente pela RIA Nóvosti

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