Lavrov reforça pedido para ONU investigar uso de armas químicas na Síria

Ministro dos Negócios Estrangeiros da Rússia teme intervenção estrangeira na Síria Foto: AP

Ministro dos Negócios Estrangeiros da Rússia teme intervenção estrangeira na Síria Foto: AP

Chanceler russo acredita que atraso nas investigações poderia justificar futura intervenção externa.

Moscou pediu às Nações Unidas para responder ao pedido da Síria e investigar a suposta utilização de armas químicas em seu território no mês de março, declarou o chanceler russo, Serguêi Lavrov, na última quinta-feira (3).

“Insistimos em que o pedido do governo sírio tenha um retorno”, disse Lavrov aos repórteres em Budapeste, onde o ministro se encontrava com seu homólogo húngaro, Janos Martonyi.

Em março, o governo sírio e os rebeldes da oposição trocaram acusações do uso de armas químicas na província de Aleppo, no norte do país, que resultaram na morte de cerca de 25 pessoas.

Antes disso, o governo sírio havia solicitado à ONU para investigar seus relatórios. O órgão internacional disse que necessitava de uma investigação profunda, mas Damasco se recusou a deixar os investigadores entraram em seu território.

O ministro russo descreveu os atrasos na investigação como uma tentativa de forçar um cenário semelhante ao do Iraque, referindo-se às alegações não confirmadas de 2003 de que o governo de Saddam Hussein possuía armas de destruição em massa e que levaram à invasão estrangeira.

“Isso é errado e nos lembra as resoluções do Conselho de Segurança da ONU para o Iraque”, arrematou Lavrov.

 

Publicado originalmente pela RIA Nóvosti

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