Ambientalistas russos vencem “Oscar Ecológico"

Campanha vencedora visa conservar ecossistemas no Extremo Oriente Foto: Flickr/ Jim Limwood

Campanha vencedora visa conservar ecossistemas no Extremo Oriente Foto: Flickr/ Jim Limwood

Campanha para proteção do rio Amur, no Extremo Oriente russo, recebeu nesta quinta-feira (2) um conceituado prêmio britânico.

O projeto “Rios sem Fronteiras”, uma iniciativa do ativista ambiental Evguêni Simonov, foi um dos seis ganhadores do Whitley Awards, entregue em Londres pela princesa real Anne.

Criado em 2009, o projeto inclui também participantes da China, Mongólia e EUA, que promovem campanhas para conservar os ecossistemas ao longo dos rios do Extremo Oriente.

A região é atualmente ameaçada pelos planos de construir uma série de usinas hidrelétricas no Amur e seus afluentes. Os projetos estão sofrendo lobby de autoridades russas e chinesas, além de grandes corporações.

“O Rio sem Fronteiras realiza campanhas de conscientização para convencer os moradores, entidades e empresas locais a considerar alternativas para usinas hidrelétricas, cuja construção gera prejuízos graves aos ecossistemas regionais”, disse Simonov à agência de notícias RIA Nóvosti.

Os outros vencedores do prêmio, de lugares como Bangladesh, Camarões, Índia, Quênia, Turquia e República Democrática do Congo, também irão receber US$ 65 mil cada.

Um prêmio especial, que chegou a US$ 77 mil, foi concedido ao projeto turco para plantar 4,5 milhões de árvores e formar um corredor ecológico de uma reserva natural local até as florestas da Geórgia e ao longo da costa do mar Negro.

O Whitley Awards, que recebe apoio da sucursal britânica Fundo Mundial para a Natureza (WWF) e Goldman Sachs, entre outros, é considerado um dos prêmios ambientais mais importantes do mundo, em grande parte graças ao volume financeiro dos seus prêmios.

Cerca de 160 grupos e indivíduos de mais de 70 países receberam o Prêmio Whitley desde a sua criação em 1994.

 

Publicado originalmente pela RIA Nóvosti

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