A infância de Tolstói

Retrato do conde Lev Nikoláievitch Tolstói (1828-1910).

Retrato do conde Lev Nikoláievitch Tolstói (1828-1910).

Heritage Images/Getty Images
Escritor ficou órfão no início da vida. Como era herdeiro da aristocracia, porém, não precisou se preocupar com dinheiro e se tornou o escritor mais lido do mundo. Mas quais foram seus percalços?

Lev Tolstói ficou órfão muito jovem: sua mãe, a princesa Maria Nikoláievna Volkônskaia, morreu de uma infecção pós-parto em 1830, quando Lev tinha apenas dois anos de idade.

Em 1837, ele perdeu repentinamente o pai, Nikolai Ilitch Tolstói. O pequeno Lev, seus três irmãos e sua irmã foram enviados para morar com parentes. E, apesar da perda de seus pais, Tolstói tinha boas lembranças da infância: “Que tempo poderia ser mais precioso que aquele em que a alegria inocente e um desejo ilimitado de amor são as únicas motivações da vida?”

À esq.: silhueta da mãe de Tolstói (a única pintura que a retrata de alguma forma), década de 1810. À dir.: O pai do escritor retratado por artista desconhecido. Aquarela em papel, 1823.

“Durante a infância, Lev se destacou por um desejo especial de viver intensamente. Ele era radiante”, lembrava sua irmã. “Em certas ocasiões, ele surgia na sala com um sorriso tão alegre, como se tivesse acabado de descobrir algo e mal pudesse esperar para contar a todos. Ele adorava fazer graça. Ele sempre foi suave, terno... Nunca grosseiro. Quando fazíamos carinho, ele começava a chorar. Se nossos irmãos o aborreciam, ele se escondia para chorar. Mas nossos irmãos sempre se deram bem.”

Aos 12 anos de idade, Tolstói se mudou, junto com os irmãos, da propriedade da família, “Iásnaia Poliana”, próxima de Tula, a sul de Moscou, para Kazan, já mais distante, na Rússia central. Ali, eles passaram a viver com a tia, Pelagueia Ilínitchna Iuchkova.

A tia do escritor, Pelagueia Tolstaia Iuchkova.

A tia era conhecida por toda a cidade por sua hospitalidade. Foi lá que Tolstói iniciou seus estudos domiciliares. Um preceptor francês foi contratado para educar o menino.

Museu Tolstói, em Kazan.

O jovem Lev Nikoláievitch se mostrou muito promissor nos estudos de línguas estrangeiras, aprendendo rapidamente inglês, francês e alemão. Em 1843, Tolstói matriculou-se na faculdade de línguas orientais da Universidade de Kazan.

Mas os estudos rapidamente deixaram enfadado o jovem, ardente e enérgico, e ele nunca se formou na universidade. Hoje, porém, sabemos que sua persistência na escrita revelaria seu verdadeiro talento.

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