Relíquias da Guerra Fria na Rússia e além (FOTOS)

Georges DeKeerle/Getty Images
Há 75 anos, Winston Churchill identificou uma nova realidade em que a União Soviética foi apontada como a causa das “dificuldades” internacionais. Seu discurso de Fulton é considerado o início da Guerra Fria, que seria marcada por quase meio século pela corrida armamentista e a ameaça permanente da Terceira Guerra Mundial. Algumas instalações do período ainda são “monumentos” daqueles tempos voláteis.

Estação de radar Duga

Esta estação de radar de alerta precoce de mísseis balísticos intercontinentais soviéticos está localizada perto de Chernobyl. Era capaz de rastrear lançamentos a 4.000 quilômetros de distância, ou, em outras palavras - “além do horizonte”.

Por causa do sinal de transmissão característico que emitia durante a operação (barulho de batida semelhante ao das hélices de um helicóptero), foi apelidado de “Pica-pau russo”.

Bombardeiros M-4 soviéticos na base da força aérea de Engels, região de Saratov

Um monstro de 80 toneladas, apelidado de ‘Bisão’ pela Otan, o M-4 foi o primeiro bombardeiro intercontinental do mundo projetado para transportar bombas nucleares. Ele foi lançado apenas alguns meses à frente do norte-americano B-52.

Silo de mísseis nucleares abandonado

Este tipo de silo já abrigou um míssil balístico "Dvina" R-12, capaz de lançar uma ogiva nuclear de 2,3 megatoneladas a uma distância de 2.000 quilômetros. A profundidade do silo é de 30 metros.

Objeto 825 GTS

A ex-base secreta de submarinos na Baía de Balaklava, na Crimeia, é agora um complexo de museus. Porém, na época, a cidade e sua baía eram uma zona de acesso restrito, e a instalação ultrassecreta foi escavada no interior do Monte Tavros.

Submarinos nucleares eram mantidos e passavam por manutenção ali, além do armazenamento de munições. Os portões de 150 toneladas e as paredes reforçadas da base foram projetadas para resistir a um ataque nuclear.

Bunker-42 no distrito de Taganka, Moscou

Este bunker, construído especialmente para Iossif Stálin e membros da alta cúpula do governo no caso de uma explosão nuclear, está situado a 65 metros abaixo do solo, no centro de Moscou.

Nos anos 1950, a construção do abrigo de 7.000 metros quadrados foi mantida em segredo até mesmo dos moradores da cidade, algo que não era fácil. Nos 30 anos seguintes, até 1986, o bunker foi usado como posto de comando para bombardeiros estratégicos portando armas nucleares. Hoje abriga um museu da Guerra Fria.

Sistemas de defesa antimíssil S-25 e A-35

As formas esféricas desses sistemas de defesa antimísseis ainda existem nos arredores de Moscou como instalações abandonadas (embora ainda vigiadas). Eles surgiram perto de Naro-Fominsk no início dos anos 1950 para dar os primeiros alertas de ataque mirando a capital.

Portal

O túnel de um quilômetro de extensão perfurado nas rochas de Tchukotka, no Extremo Oriente da Rússia, servia a um campo de aviação avançado nas proximidades usado pela aviação de longa distância. De acordo com os planos dos militares, as aeronaves deveriam pegar ali sua carga de armas nucleares para emprego sobre o território dos EUA, que fica a menos de uma hora de voo. Para confundir os serviços especiais ocidentais, o local tinha vários nomes diferentes: Magadan-11, Anadyr-1, Object S, Gudim. As pessoas ali baseadas simplesmente o chamavam de "portal" ou "buraco".

O túnel era tão secreto que os especialistas que trabalhavam no local desconheciam a localização de todas as instalações do ‘portal’.

Antiga base de teste nuclear de Semipalatinsk, no Cazaquistão

Esta área de 18.500 quilômetros quadrados de estepe deserta no Cazaquistão foi uma base de explosões nucleares, termonucleares e de hidrogênio durante 40 anos.

Os testes nucleares fizeram com que toda a parte oriental do Cazaquistão fosse contaminada com radiação, vitimizando mais de 1,5 milhão de pessoas, de acordo com estimativas diversas.

Instalação de armazenamento de ogivas nucleares na República Tcheca

A área, que ainda pertence aos militares tchecos, é protegida, embora não seja atualmente usada pelo Exército. A antiga instalação ultrassecreta ‘Javor 51’ sobreviveu em condições quase perfeitas - e acabou sendo transformada em um museu.

Hospital militar soviético em Budapeste

O Exército soviético deixou a Hungria em 1991 e, junto com sua retirada, veio o abandono de um hospital militar. O edifício jamais foi reaproveitado, e suas paredes ainda refletem a antiga presença de outro Estado.

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