Você sabia que a Rússia teve seus próprios ‘Terror’ e ‘Erebus’?

AMC, 2018
Enquanto a nova série “The Terror”, da AMC, baseada na história real do desaparecimento de duas embarcações britânicas no Ártico, faz sucesso nas telinhas, o Russia Beyond apresenta sua própria lista de misteriosas expedições perdidas pelo país.

A última viagem do Barão Von Toll

Em 21 de junho de 1900, o explorador do Ártico Barão Eduard von Toll fez uma expedição polar no navio de dois mastros “Zaria” (“Alvorada”) para realizar pesquisas no Mar da Sibéria Oriental.

Um dos participantes da expedição era Aleksander Koltchak, futuro líder do Exército Branco - o movimento anticomunista na Guerra Civil Russa (1917-1922).

Tripulação do brigue russo “Zaria”.

Após dois anos da viagem, em maio de 1902 o Barão von Toll e três companheiros deixaram o navio e embarcaram em uma viagem separada em trenós e canoas pelas ilhas dos arquipélagos do Ártico.

Planejava-se que o navio os levasse para a ilha de Bennett, mas isto nunca aconteceu. A espessa camada de gelo não permitiu que a embarcação se aproximasse da ilha.

O "Zaria" encalhou em uma das baías do continente e sua tripulação foi evacuada pelo navio a vapor "Lena".

Foto de 1910 do brigue russo “Zaria”’.

Quanto ao grupo de Toll, acredita-se que depois de não conseguir se reunir com o "Zaria", os homens teriam tentado chegar ao continente por conta própria. Mas eles não tiveram sucesso e seu destino permanece desconhecido.

Perda do “Hércules”

Vladímir Rusanov desfrutou da reputação de um explorador polar perfeito, que organizou diversas expedições bem-sucedidas no Ártico. Mas uma dessas viagens lhe custou a vida.

Desenho “No deque com ‘Hercules’ com a esposa Juliette Jean”, de V. Orlov. Guache e caneta. Reprodução. Série de desenhos sobre o explorador do Ártico Vladímir Rusanov (1875-1913).

O brigue "Hércules", que levava Rusanov, sua mulher e 14 tripulantes a bordo, navegou para Svalbard, onde estudava a parte ocidental do arquipélago. Na parte sul de Svalbard, o navio ficou sob uma forte tempestade, após a qual nada mais se soube sobre o destino da embarcação.

Desenho “Hercules barrado pelo gelo”, de V. Orlov. Guache, caneta. Reprodução. Série de desenhos sobre o explorador do Ártico Vladímir Rusanov (1875-1913).

Diversas buscas foram organizadas, mas não obtiveram resultados. Somente em 1934, em uma ilha sem nome do arquipélago, descobriu-se uma coluna de madeira inscrita com: “HERCULES. 1913”.

Naquele mesmo ano, em outra ilha, foram descobertos objetos pessoais dos exploradores perdidos. Ainda assim, os restos do navio e da tripulação nunca foram encontrados.

Santa Anna

Em 10 de agosto de 1912, a embarcação “Santa Anna” deixou São Petersburgo em uma jornada ambiciosa para percorrer a Rota do Mar do Norte sob a bandeira russa pela primeira vez.

A embarcação “Santa Anna”.

O gelo espesso impediu que o navio fosse para o leste e o forçou a se mover para o norte, até que, em 1914, ele ficou preso perto do arquipélago da Franz Jozef Land.

Lá, a tripulação se dividiu. Catorze membros foram para o sul na esperança de alcançar terras habitadas. Quase todos morreram durante a viagem, exceto o navegador Valerian Albanov e o marinheiro Aleksander Konrad.

As notas e observações que eles trouxeram foram uma contribuição significativa para o estudo da navegação no Ártico.

Descobertas de cientistas russos na Franz Josef Land, onde a expedição ártica de Gueórgi Brusilov desapareceu em 1913.

O destino do capitão Gueórgi Brusilov e dos 13 marinheiros que decidiram permanecer a bordo é desconhecido, já que o “Santa Ana” nunca mais foi visto, apesar das numerosas buscas organizadas com este intuito.

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