Como estão as cidades russas um ano após as restrições impostas pelo coronavírus (FOTOS)

Yevgeny Odinokov; Vladimir Pesnya/Sputnik
Pouco a pouco, os russos estão voltando à vida pré-covid, mas tudo indica que o álcool em gel e as máscaras de proteção chegaram para ficar por um bom tempo ainda.

No final de março de 2020, devido à pandemia de coronavírus, a maioria das regiões russas impôs um regime de autoisolamento. Por vários meses, as pessoas foram obrigadas a ficar em casa, saindo apenas para comprar itens essenciais, como alimentos e remédios. Um ano depois, as restrições estão ficando mais brandas, e muitos pontos de vacinação foram abertos em todo o país. Veja o que já voltou a ser como era e quais medidas continuam em vigor.

Grózni 

Grozny, Tchetchênia

Há um ano, a República da Tchetchênia fechou suas fronteiras para entrada e saída de pessoas. No final de junho de 2020, as autoridades locais cancelaram a proibição de entrada. Em janeiro passado, os cinemas e as piscinas foram reabertas e, em fevereiro, o uso de máscaras e luvas em locais públicos passou a ser recomendado, não mais obrigatório. No entanto, idosos com 65 anos ou mais ainda precisam respeitar o autoisolamento. Até o final de março de 2021, foram registrados 11.500 casos de coronavírus, com 11.200 recuperados.

Kazan

Kazan

Para deixar suas casas, os moradores de Kazan tiveram que, por algum tempo, obter autorização por SMS com número de identificação, local de isolamento e razão válida para sair. Essas autorizações foram suspensas em meados de maio de 2020. Atualmente, as regras restringem o público em teatros e estádios a 50% da capacidade, enquanto cafés e restaurantes devem permanecer fechados da meia-noite às 6 da manhã (apenas para viagem). Também é obrigatório usar máscaras em locais públicos. Neste mês foram registrados apenas 40 casos de covid no Tatarstão; no total, foram 19 mil casos, com 16 mil recuperados.

Sochi

Sôtchi

Orlas vazias, hotéis fechados, funiculares parados - um ano atrás, este balneario a beira do Mar Negro fechou para turistas. Na época, em toda a região de Krasnodar, havia somente 85 casos de coronavírus. No final de junho de 2020, no início do verão russo, as praias de Sochi ficaram lotadas novamente. Hoje os sanatórios locais estão convidando os russos para reabilitação após coronavírus. Eventos empresariais e esportivos também voltaram a ser realizados, porém com número limitado de participantes e espectadores. Até o momento foram registrados 41 mil casos de coronavírus na região de Krasnodar, com 36 mil recuperados.

Nijni Novgorod

Níjni Nôvgorod

Os moradores da cidade só podiam sair de casa com autorização por SMS: tinham 30 minutos para jogar o lixo fora e 3 horas para fazer compras. Na época, havia 80 casos do vírus na região. Até agora são cerca de 105 mil casos registrados, sendo 99.000 recuperados. Em Nijni Novgorod, o horário de funcionamento dos cafés e restaurantes foi limitado; eles devem fechar entre 3h e 6h ( apenas para viagem). O número de pessoas em eventos públicos também continua restrito. Não deve haver, por exemplo, mais de 20 convidados em um casamento.

Iekaterimburgo

Iekaterinburgo

Quando a capital dos Urais fechou seus shoppings e parques, havia 50 casos na região. Atualmente soma 80.000 casos (com 73.000 recuperados). Em Iekaterinburgo, o uso de máscaras continua sendo obrigatório, e as boates ainda estão fechadas. Recomenda-se que um terço dos funcionários do escritório permaneça em regime de home office. 

Vladivostok

Vladivostok

Sair de casa com autorização por SMS e regime de autoisolamento controlado por drones - foi assim que os moradores desta cidade do Extremo Oriente passaram as primeiras semanas após a chegada do coronavírus, apesar de apenas 15 casos registrados. No entanto, os salões de beleza reabriram em meados de abril de 2020; as praias, no final de maio; e outras restrições foram gradualmente suspensas na sequência. Atualmente, o número de convidados permitidos em eventos privados é restrito a, no máximo, 50 pessoas. No Território Marítimo, foram registrados cerca de 42.000 casos de coronavírus, com 38.000 recuperados.

Krasnoiarsk

Universidade Federal da Sibéria

Os alunos siberianos foram autorizados a voltar às universidades no início de fevereiro passado, mas devem usar máscaras durante as aulas. As boates ainda estão fechadas em Krasnoiarsk, e os teatros e estádios podem operar com 75% da capacidade. Há um ano, havia 30 casos de infecção em todo o território de Krasnoiarsk. Desde então, foram contabilizados 65.000 casos de coronavírus, sendo 61.000 recuperados.

Iakutsk

Iakutsk

Ainda hoje recomenda-se que os escritórios na região da Iakútia operem com 50% dos funcionários em regime de trabalho remoto. Os eventos esportivos estão sendo realizados sem espectadores, e os restaurantes não podem organizar reuniões para mais de 15 convidados.

Há um ano, havia somente 10 casos de coronavírus na Iakútia. Atualmente, cerca de 33.000 já foram registrados, com 32.000 recuperados.

São Petersburgo

A cidade mais visitada da Rússia ficou vazia sem os habituais turistas. Quando o regime de autoisolamento entrou em vigor, havia 300 casos de infecção. Hoje são mais de 39 mil casos, sendo 37.000 recuperados. As casas noturnas seguem fechadas e o número de convidados em festas é limitado. Recomenda-se o uso de máscaras em academias e salões de beleza.

Moscou

Moscou tem o maior número de casos de coronavírus no país: mais de 5.000 no final de março de 2020 (de 8.500 casos no país) e mais de 1 milhão atualmente (de mais de 4,4 milhões no país). Há um ano, escritórios, escolas e universidades de Moscou migraram para o regime remoto. Tudo ficou fechado, exceto mercados, onde pessoas compravam desesperadamente trigo sarraceno e papel higiênico.

Por várias semanas, sair de casa só era possível com uma permissão obtida por um código QR. As restrições começaram a ser relaxadas no verão de 2020. Atualmente, só é obrigatório o uso de máscaras e luvas em locais públicos e os eventos públicos acontecem com 50% da capacidade total. Em Moscou, há pontos de vacinação em policlínicas, shoppings e até mesmo em cinemas.

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