Grande maioria dos russos não duvida do aquecimento global, mas o dilema é: como combatê-lo?

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Embora mais de 90% dos russos acreditem no fenômeno, custo de economia verde acaba pesando demais no bolso.

Em meio aos alertas de cientistas, a existência do aquecimento global continua a ser tema de debate e desconfiança entre pessoas mundo afora. Na Rússia, a maioria (93%) acredita na atual ocorrência de mudanças climáticas, e somente 5% discorda, segundo pesquisa recente do Centro Russo para o Estudo da Opinião Pública (VTsIOM). Mas há divergência quanto à magnitude do fenômeno.

Enquanto 58% dos respondentes defendem observar mudanças significativas, 35% as consideram de pouca importância. Entre os que minimizam, 66% vivem nas aldeias – e, curiosamente, estes são os mais propensos a afirmar que o aquecimento global tem causado impacto significativo no cotidiano (26%, contra a média nacional de 18%).

No total, 39% dos entrevistados relataram poucas mudanças em sua vida, e 42% afirmam não sentir qualquer diferença. Os moradores das grandes cidades do país dizem ser menos afetados do que os de cidades menores e áreas rurais.

Ecologia no bolso

Embora sugira que grande parte da Rússia acredita no aquecimento global, o levantamento também mostra que a população não está disposta a botar a mão no bolso para frear seu avanço.

Quando questionados se pagariam mais por produtos e serviços de empresas cujo capital seria usado para desenvolver soluções mais responsáveis, a grande maioria se opôs. No caso do transporte público, 62% rejeitam a ideia, enquanto 11% estão dispostos a pagar; pelo combustível, 76% se recusariam a pagar mais, e apenas 8% aceitariam um aumento de 5% no preço.

Ainda assim, 94% dos respondentes afirmaram que estariam dispostos a participar de uma ação de arborização em sua cidade caso uma iniciativa assim fosse realizada.

O estudo foi conduzido em 26 de setembro, envolvendo 1.600 cidadãos russos maiores de 18 anos. A margem de erro é de 2,5 pontos percentuais.

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