Moscou tem o pior trânsito de toda a Europa

Vladimir Pesnya/Sputnik
Pesquisa holandesa aponta que, apesar de todas as tentativas da prefeitura, a capital russa continua no ranking de capitais europeias com o maior trânsito e supera todas as cidades do Brasil em termos de congestionamento urbano.

De acordo com uma pesquisa da empresa holandesa de sistemas de navegação por satélite TomTom, Moscou lidera o ranking europeu de congestionamento urbano.

A empresa divulgou os resultados do seu estudo mais recente, intitulado “Traffic Index”, que analisou a situação no trânsito de 416 cidades, em 57 países, com base em dados recebidos de 600 milhões de motoristas que utilizam as tecnologias de navegação TomTom.

Em 2019, Bengaluru, na Índia, foi a pior cidade do planeta em termos de congestionamentos viários. Os motoristas indianos gastam, em média, 71% a mais do que o tempo previsto de viagem em engarrafamentos.

A cidade indiana é seguida por Manila, capital da República das Filipinas, e Bogotá, da Colômbia.

Na Europa, Moscou lidera o ranking dos engarrafamentos: os motoristas da capital russa gastam 59% do tempo de viagem em congestionamentos. No ranking mundial, Moscou ocupou o sexto lugar.

Apesar de todas as tentativas da prefeitura da capital russa de reconstruir sua rede viária, os analistas afirmam que a situação está piorando, já que no ano anterior esse índice era de 56%.

Segundo o estudo, cada motorista moscovita perde em engarrafamentos, em média, cerca 225 horas, ou seja, 9 dias e 9 horas por ano.

As cidades brasileiras com o pior trânsito são Recife, que ocupou o 15º lugar do ranking, com 50% de tempo gasto a mais em trânsito, e o Rio de Janeiro, que está no 20º lugar, com índice de 46%.

Segundo o chefe do departamento de análises da Escola Superior de Gestão Financeira, Mikhail Kogan, o estudo da empresa holandesa é muito confiável, já que a TomTom é parceira da Apple e recebe dados de todos os aplicativos de mapas instalados nos dispositivos da empresa norte-americana.

"De acordo com a estratégia de desenvolvimento de transporte da capital russa, ainda em 2010, a capacidade do sistema viário foi excedida em 30%. O efeito de todas as medidas para resolver a situação desde então foi compensado pela contínua motorização e crescimento populacional da região de Moscou”, explica Kogan.

Segundo ele, devido ao desenvolvimento dos serviços de compartilhamento de carros (o chamado “car sharing”, uma espécie de aluguel curto, geralmente por minuto), à crescente popularidade do transporte público e à diminuição do mercado de carros, a situação deverá melhorar até o final de 2020.

Contatado pelo Russia Beyond, o departamento de Transportes e Desenvolvimento de Infraestruturas Viárias da prefeitura de Moscou não quis tecer comentários sobre o ranking.

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