5 razões pelas quais os russos (e não só) amam Sharapova

Sharapova foi classificada como a atleta mais bem paga do mundo por anos até 2016, quando perdeu contratos

Sharapova foi classificada como a atleta mais bem paga do mundo por anos até 2016, quando perdeu contratos

Reuters
Tenista, que voltou recentemente às quadras com vitória após escândalo de doping, é venerada no país. Listamos algumas dos motivos para explicar essa admiração.

No último dia 26 de abril, em Stuttgart, a tenista Maria Sharapova venceu seu primeiro jogo após 15 meses de suspensão. A russa, hoje com 30 anos, derrotou com certa facilidade a adversária italiana Roberta Vinci. Com isso, a partida não só atraiu grande interesse da imprensa, mas Sharapova voltou às conversas do dia a dia.

Desde então, chegou às semifinais no torneio na Alemanha e já conquistou uma vitória no Aberto de Madrid, atualmente em curso.

Na Rússia, a tenista é adorada pelo povo. Eis abaixo algumas razões:

1. Primeiríssima aos 18

Sharapova foi classificada como a melhor tenista em 2005, com apenas 18 anos. “Sinto vontade de sorrir de ponta a ponta”, comentou na época. “Eu consegui algo fenomenal”, acrescentou. Até então, a estrela do tênis já tinha vencido 10 torneios, incluindo o Campeonato de Wimbledon em 2004, onde obteve uma vitória sobre a muitas vezes campeã do Grand Slam, Serena Williams. Desde então, Sharapova venceu mais cinco grandes torneios, incluindo o Aberto dos EUA.

2. Personalidade forte

Sharapova se destaca por sua vontade de vencer. “Eu não gosto de desistir durante o jogo, nem estou acostumada a isso”, disse, certa vez. Essa característica não se manifesta não só no esporte, mas em outras situações da vida.

Em 2007, a tenista desenvolveu um problema crônico do ombro e teve de passar por uma cirurgia complexa no seguinte ano. A lesão ameaçou sua carreira: ela ficou fora da quadra por um ano e não pôde participar dos Jogos Olímpicos de Pequim.

Sua personalidade forte também fica evidente em suas jogadas de ataque.

3. Identidade russa

Mesmo vivendo e treinando nos Estados Unidos há muitos anos, Sharapova sempre reforçou sua nacionalidade russa. “Eu tenho sangue russo, eu falo russo em casa; Em geral, penso em mim como sendo russa, e não americana”, observa Sharapova. “Por outro lado, quando eu visito a Rússia, às vezes, me sinto estranha.”

A tenista representa a Rússia em torneios internacionais desde 2007. Foi incumbida de levar a bandeira russa na cerimônia de abertura dos Jogos Olímpicos de Londres, em 2012, tornando-se a primeira porta-bandeira da história da delegação olímpica russa.

4. Rivalidade com Serena Williams

Sharapova enfrenta regularmente a tenista norte-americana desde 2004 em Wimbledon. Até então, já realizaram 21 partidas juntas, das quais Serena Williams venceu 19. As vitórias de Sharapova datam de 2004.

As tenistas já trocaram farpas no passado. Quando Williams publicou uma foto de seu tornozelo inchado após um jogo em 2013, Sharapova brincou que os jogadores de tênis começariam em breve a postar seus raios-X e ressonâncias magnéticas.

Para piorar as coisas, a russa também namorou o tenista búlgaro Grigor Dimitrov, ex-namorado de Williams. A norte-americana respondeu à alfinetada referindo-se a Sharapova como “chato” e descrevendo Dimitrov como “um cara de coração gelado”.

A tenista não se conteve e rebateu que Williams deveria olhar para seu atual parceiro, que deixou a mulher e seus filhos para ficar com ela.

As pessoas que participam dos bastidores garantem que “Serena odeia Masha”. No entanto, nem mesmo as tensões impediram Sharapova de felicitar Williams por sua gravidez: “Esse é um dos maiores presentes que uma mulher pode receber na vida.”

5. Empreendedorismo e caridade

Por mais de uma década, a revista “Forbes” classificou Sharapova como a atleta mulher mais bem paga do mundo. Foi somente em 2016 que a publicação deu o primeiro lugar a sua arquirrival, Serena Williams, que teria faturado US$ 28,9 – 7 milhões de dólares a mais que Sharapova.

Isso se deve, em partes, ao fato de a russa ter perdido uma série de contratos de publicidade após o escândalo envolvendo o uso de meldonium. Ela admitiu ter usado a substância por uma questão de saúde e alegou que não sabia de sua inclusão na lista de proibições da Agência Mundial Antidoping (Wada).

Embora a relojoeira suíça TAG Heuer tenha decidido não prolongar seu contrato, os principais patrocinadores de Sharapova, Head e Nike, deram-lhe apoio integral durante toda a polêmica.

Além dos ganhos com esporte, a tenista possui uma marca pessoal de doces e chicletes, Sugarpova, e hoje também se envolve em diversos projetos de caridade.

Sharapova criou um fundo para ajudar as pessoas nascidas perto do desastre nuclear de Chernobyl. Isso porque seus pais cresceram na região bielorrussa de Homyel, não muito longe da usina cujo reator explodiu. O acidente os obrigou a se mudar para a Sibéria dois meses antes do nascimento da tenista.

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