Decreto de Medvedev amplia lista de substâncias proibidas nos esportes

Uso de meldonium é proibido pela agência mundial antidoping desde janeiro de 2016

Uso de meldonium é proibido pela agência mundial antidoping desde janeiro de 2016

Donat Sorokin/TASS
Atletas russos flagrados em teste antidoping responderão a processo criminal. Medida tenta reverter cenário exposto nas vésperas de Olímpiadas do Rio do Janeiro.

O primeiro-ministro da Rússia assinou um decreto ampliando a lista de substâncias que, se detectadas no sangue ou na urina de um atleta, poderão levar o esportista em questão a responder a um processo criminal, informou o jornal RBK.

Agentes anabólicos, hormônios peptídicos, moduladores metabólicos, fatores de crescimento, substâncias relacionadas e miméticos são agora ilegais.

A iniciativa vem na esteira do escândalo de doping que atingiu o país e resultou no banimento da equipe russa de atletismo nos Jogos Olímpicos do Rio, em 2016.

Segundo o premiê, as novas regras ajudarão “a reduzir o risco de violações das regras antidoping por atletas, a aumentar a responsabilidade de treinadores, especialistas em medicina esportiva e outros especialistas na área”.

Nesta terça-feira (4), o presidente russo Vladímir Pútin incumbiu o governo de preparar, até 20 de abril, todas as medidas para a implementação de um roteiro sobre a luta contra o uso de drogas ilícitas nos esportes.

Meldonium fica de fora

O documento assinado por Medvedev exclui, porém, a responsabilidade criminal para os atletas flagrados com meldonium, droga proibida em 2015 pela agência mundial antidoping (Wada).

No ano passado, a tenista russa Maria Sharapova foi impedida de competir depois de um teste confirmar o uso de tal substância. Na ocasião, a esportista justificou que não tinha ciência sobre a proibição.

Embora o meldonium seja usado para tratar isquemia, acredita-se a substância possa melhorar a capacidade física e o desempenho de atletas.

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