Após fiasco na Eurocopa, Rússia despenca 8 posições em ranking da Fifa

Foto da seleção russa de futebol antes de partida contra País de Gales, na Eurocopa 2016

Foto da seleção russa de futebol antes de partida contra País de Gales, na Eurocopa 2016

Vladímir Pesnia / RIA Nôvosti
Em petição on-line, torcedores russos pedem dissolução da equipe nacional e restrição ao número de jogadores estrangeiros no país. Paralelamente, lateral-direito brasileiro que acaba de ganhar cidadania russa confessou desejo de integrar seleção.

A seleção russa de futebol despencou do 29º para o 38º lugar na classificação da Fifa, após desempenho ruim no Eurocopa 2016, na França, segundo ranking atualizado e divulgado no site da federação nesta quinta-feira (14). Trata-se do pior resultado da equipe nacional na classificação da Fifa desde dezembro de 1998.

No campeonato europeu, a Rússia foi eliminada ainda na primeira fase do último, após somar um único ponto. Conquistou um único empate, e no último minuto, na partida contra a Inglaterra, e perdeu para Eslováquia (2-1) e País de Gales (3-0).

A performance também vem sendo tão criticada pelos torcedores do país que uma petição on-line já reuniu quase um milhão de assinaturas exigindo a dissolução da equipe russa. “Desfazer a seleção de futebol da Rússia. Queremos nos orgulhar, não nos envergonhar”, lê-se na petição publicado no site Change.org e destinada, entre outras autoridades, ao presidente russo Vladímir Pútin.

Segundo os torcedores, o fracasso no recente torneio europeu, que precipitou a demissão do treinador Leonid Slútski, foi também causada pela presença na equipe de jogadores internacionais que não teriam “atendido às expectativas” após a qualificação para a Eurocopa 2016.

A petição pressupõe restrições não só sobre os orçamentos dos clubes, mas também ao elevado número de jogadores estrangeiros que hoje podem atuar no campeonato russo, alegando que a limitação seria “a única maneira de aumentar a concorrência”.

“É claro que [a petição] será discutida, dada à quantidade de assinaturas recolhidas. É uma avaliação não só do desempenho da equipe nacional, mas, em parte, do nível de futebol. Esse é o fator que devemos levar em conta, e nós faremos isso na formação de uma nova equipe, na nomeação de um novo treinador”, disse o ministro dos Esportes russo e presidente da União Russa de Futebol, Vitáli Mutko.

Slútski havia conseguido classificar a seleção para o campeonato europeu em apenas três meses no cargo.

Portugal, que venceu a Eurocopa 2016, após vencer a seleção anfitriã da França por 1 a 0, subiu do oitavo para o sexto lugar neste ranking da Fifa. Os cinco principais líderes mantiveram-se inalterados, com a Argentina em 1º lugar, seguido por Bélgica, Colômbia, Alemanha e Chile. O Brasil caiu dois degraus e ficou com a 9ª posição.

Brasileiro na seleção russa

Enquanto os torcedores russos apelam para que haja um limite de jogadores estrangeiros no país, o lateral-direito brasileiro Mario Fernandes, que recebeu a cidadania russa nesta quarta-feira (13), confessou o desejo de jogar para a seleção do país e disse que fará “tudo o que puder para ser útil ao Estado [russo]”.

“Estou orgulhoso de me tornar russo”, disse o jogador de 25 anos, citado pela assessoria de imprensa do CSKA Moscou. “A Rússia se tornou minha segunda casa depois que eu me juntei ao CSKA. Eu quero jogar para a seleção nacional deste país e eu vou fazer tudo que puder para ser útil para o clube e para o Estado”, completou.

A cidadania russa foi concedida a Fernandes segundo um decreto assinado pelo presidente russo, Vladímir Pútin, e publicado pelo portal de informações jurídicas do Kremlin nesta quarta-feira (13). O lateral-direito atua no CSKA Moscou de 2012.

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