Mais de 30 atletas deverão ficar de fora das Olimpíadas no Rio

Número de atletas banidos na Rio-2016 pode aumentar com a divulgação de novas análises

Número de atletas banidos na Rio-2016 pode aumentar com a divulgação de novas análises

AFP/East News
Decisão do COI será tomada com base na reanálise de exames antidoping. Para conter novas fraudes, ministro dos Esportes russo sugeriu sistema unificado internacional.

Um total de 31 atletas em seis modalidades diferentes poderão ser impedidos de participar dos Jogos Olímpicos de 2016, no Rio de Janeiro, por supostas violações dos regulamentos antidoping, informou o Comitê Olímpico Internacional (COI).

O Conselho Executivo do COI se reuniu para uma sessão especial, no início de terça-feira (17), para discutir os esforços de combate a fraudes e traçar medidas que protejam os atletas “limpos” frente às Olímpiadas no Brasil.

“O Comitê Olímpico Internacional reanalisou 454 amostras de doping selecionadas nos Jogos Olímpicos de Pequim, em 2008”, lê-se no comunicado da organização internacional. “Esses testes dão sequência ao trabalho desempenhado pela Agência Mundial AntiDoping (Wada) e pelas federações internacionais.”

“Eles [os testes] focaram atletas que poderiam potencialmente atuar no Jogos Olímpicos do Rio e foram realizados utilizando os mais recentes métodos de análise científica”, acrescenta a nota, antes de afirmar que, “como resultado, até 31 atletas de seis modalidades poderão ser proibidos de competir” no futuro torneio esportivo.

O COI ressaltou ainda que “a luta para proteger os atletas limpos não para por aí” e que, em breve, serão divulgados mais de 250 resultados da reanálise de amostras coletadas durante os Jogos Olímpicos de Londres, em 2012.

“O objetivo é brecar quaisquer fraudes relacionadas a drogas nos Jogos Olímpicos no Rio de Janeiro”, conclui o comunicado.

Após a declaração do COI, o ministro dos Esportes russo, Vitáli Mutko, destacou que o problema não se refere apenas à Rússia. “Temos de seguir em frente e criar um sistema unificado, o que excluiria todas as possibilidades de manipulação”, disse.

“Isso significa que precisamos de um sistema confiável no mundo todo, e estamos prontos para isso”, acrescentou. “Especialistas estrangeiros já estão trabalhando na Rusada [Agência AntiDoping da Rússia] e estamos dispostos a ter um especialista estrangeiro no comando da agência por alguns anos.”

Denúncias na Sôtchi-2014

A comissão internacional também solicitou ao Comitê Olímpico Russo (COR) que colabore com a Wada na investigação de supostas fraudes no Laboratório de Sôtchi durante os Jogos Olímpicos de Inverno de 2014.

“O COI pediu ao Comitê Olímpico Russo que empreenda todos os esforços para assegurar a plena cooperação do lado russo na investigação da Wada”, lê-se no comunicado.

O diretor médico e científico do comitê internacional, Richard Budgett, também foi colocado à disposição para a investigação.

Em entrevista ao “New York Times” na semana passada, o ex-diretor do Laboratório Antidoping de Moscou, Grigôri Rodtchenkov, relatou como supostamente fornecera doping a 15 atletas durante as Olimpíadas de Inverno em Sôtchi.

Segundo Rodtchenkov, ele e sua equipe teriam substituído as amostras de urina dos atletas russos coletadas para análise por material “limpo” e previamente preparado. Os serviços secretos russos também estariam envolvidos na operação.

A equipe olímpica russa terminou os Jogos de 2014 em primeiro lugar, com um total de 33 medalhas (13 de ouro, 11 de prata e 9 de bronze).

Com material da agência Tass

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