Quero ser russo!

Ari (Krasnodar) Foto: Vitáli Timkiv/RIA Nóvosti

Ari (Krasnodar) Foto: Vitáli Timkiv/RIA Nóvosti

Cinco jogadores brasileiros no país já não sonham em representar seleção na terra natal e expressam desejo de obter cidadania russa.

Com a assinatura pelo presidente Vladímir Pútin, nesta quarta-feira (1), de lei que limita o número de esportistas estrangeiros atuando na Rússia, o futebol do país deve perder muitos de seus jogadores brasileiros nos próximos anos.

Agora, porém, eles não devem enfrentar contratempos, já que a vice-ministra dos Esportes da Federação da Rússia, Natália Parchikova, afirmou que as exigências da nova lei não dizem respeito aos esportistas estrangeiros já anunciados para a próxima temporada "para não quebrar os regulamentos da federação".

Mas obter a cidadania seria uma maneira de burlar a nova legislação - e obter permissão para representar a seleção russa. A Gazeta Russa compilou uma lista de cinco jogadores de futebol brasileiros que nunca foram convocados pela seleção brasileira e atuam na Rússia, onde já expressaram desejo de ficar e se naturalizar:

Ari (Krasnodar)

Depois de um ano no Fortaleza, o atacante deixou o país e passou por times de diversos países da ex-União Soviética. Atua pelo Krasnodar desde 2013, após três anos no Spartak de Moscou.

"Planejo jogar por alguns anos no 'Krasnodar'. Pode ser que eu integre a seleção russa", anunciou o cearense em abril deste ano.

Guilherme (Lokomotiv)

Foto: Aleksandr Wilf/RIA Nóvosti

Ex-Atlético (PR), o goleiro atua pelo Lokomotiv de Moscou desde 2007. Os trâmites para transformar esse mineiro em russo já começaram:

"Entregamos todos os documentos para fazer seu passaporte russo, mas, infelizmente ainda não obtivemos uma afirmativa", anunciou, em dezembro de 2013, a presidente do Lokomotiv, Olga Smorodskaia.

Joãozinho (Krasnodar)

Foto: Vitáli Timkiv/RIA Nóvosti

O meio de campo sergipano jogou apenas um ano pela Portuguesa e logo partiu para o exterior. Atuou inicialmente no clube búlgaro PFC Levski Sofia, passando para o russo Krasnodar em 2011.

"Só queria ter a chance de morar e jogar na Rússia por muito tempo", disse, em janeiro de 2015.

Maicon (Lokomotiv)

Foto: Aleksandr Wilf/RIA Nóvosti

Apesar de ter estado em contato com o Fluminense, seu primeiro clube, há alguns anos, sobre um possível retorno à casa, o atacante renovou contrato por mais três anos com o Lokomotiv em 2013.

"Se me oferecessem a cidadania russa, eu aceitaria. Seria muito legal! Eu e minha mulher amamos Moscou. Sempre ficamos com saudades da capital russa quando a deixamos", declarou o atacante ainda em fevereiro deste ano.

Maurício (Terek)

Foto: Grigory Sysoev/RIA Nóvosti

Depois de passagens pelo Corinthians e pelo Fluminense, o volante agora veste a camisa do Terek, de Grózni (capital da Tchetchênia), desde 2010. Pela seleção brasileira sub-17, foi campeão do Campeonato Sul Americano, na Venezuela, e vice-campeão do Mundial, no Peru, ambos em 2005.

"Nunca deixaram estrangeiros defenderem a seleção nacional. Mas se me convidassem, eu aceitaria com prazer. A Copa na Rússia seria uma ótima oportunidade para mim", afirmou no mês passado.

 

Com material do portal Sport.RBC.Ru e da agência de notícias Tass

 

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