Às vésperas do campeonato no Brasil, a Gazeta Russa relembra os recordes russos e soviéticos nas Copas do Mundo

A maior conquista da seleção da Rússia e URSS em uma Copa do Mundo foi o 4º lugar no mundial de 1966, realizado na Inglaterra. Porém, jogadores russos e soviéticos bateram vários “recordes”, que se mantiveram ao longo da história do futebol. Às vésperas da Copa no Brasil, a Gazeta Russa relembra alguns desses episódios marcantes.

O primeiro cartão amarelo

 

Foto: RIA Nóvosti

Até 1969, os árbitros só podiam retirar o jogador do campo caso quisessem aplicar alguma punição – não existiam cartões “intermediários”. Foi na Copa de 1970, no México, que os juízes entraram em campo, pela primeira vez na história, com cartões amarelos e vermelhos no bolso. O primeiro cartão amarelo em um campeonato mundial foi para o jogador da seleção soviética Evguêni Lovtchev. O árbitro que mostrou o cartão também entrou para a história – o alemão Kurt Chensher.

A primeira substituição


Foto: ITAR-TASS

Poucos se lembram que até a Copa do Mundo de 1970 não existiam substituições no futebol. O elenco que entrava inicialmente em campo tinha que jogar os 90 minutos e, quando necessário, a prorrogação. Se um jogador se machucava e não podia continuar o jogo, a equipe ficava em desvantagem numérica.

Mas, em 1970, a Fifa mudou as regras, e o primeiro jogador substituído em uma partida da Copa do Mundo foi o soviético Viktor Serebriannikov. O jogador havia atuado durante a primeira metade do jogo México x URSS, porém, no intervalo, o técnico Gavriil Katchalin decidiu substituí-lo por Anatóli Puzatch.

Escalada de Lev Iachin

 

Foto: Imago

Lev Iachin, o único goleiro na história do futebol a conquistar a “Bola de Ouro” (o título de melhor jogador do mundo no ano), estreou na seleção da URSS na Copa de 1958. A equipe chegou às quartas de final, e acabou perdendo para os anfitriões do evento – os suecos. Iachin também entrou para a história como o único goleiro que conseguiu segurar um pênalti nessa Copa.

Sucessos de artilharia

 

Foto: RIA Nóvosti

Foi na Copa de 1962, sediada no Chile, que um futebolista soviético entrou, pela primeira vez ha história, para a lista dos melhores artilheiros. Valentin Ivanov, o grande atacante do Torpedo de Moscou, juntamente com os brasileiros Garrincha e Vavá, o chileno Leonel Sanchez, o húngaro Flórián Albert e o iugoslavo Dražan Jerković, marcaram quatro gols cada. Como seis jogadores marcaram o número máximo de gols no campeonato, o vencedor da “Chuteira de Ouro” foi determinado por sorteio – e a sorte sorriu para o brasileiro Garrincha.

Foto: RIA Nóvosti

Já na Copa do Mundo de 1994, sediada nos EUA, um jogador russo bateu o recorde de gols, ao marcar cinco vezes  em um mesmo jogo. O atacante russo Oleg Salenko, que sacudiu cinco vezes as redes da seleção dos Camarões (6x1), marcou todos os gols com o pé direito e em apenas um toque na bola. Essa conquista permitiu que ele se tornasse o artilheiro da Copa, junto com a lenda do futebol búlgaro, Hristo Stoichkov. Ambos marcaram seis gols nesse mundial – Salenko jogou apenas três partidas, enquanto Stoichkov esteve presente em seis.

No topo da arbitragem

 

Foto: Imago

O árbitro soviético Nikolai Latichev foi o primeiro na história da arbitragem nacional – se mantém até hoje – como o juiz principal de uma final da Copa do Mundo. Também na Copa de 62, no Chile, Latichev apitou os jogos: Inglaterra x Argentina, República Tcheca x Alemanha e Hungria x Suíça.

Fraternidade em campo


Foto: RIA Nóvosti

Na Copa do Mundo de 1982, na Espanha, houve, pela primeira vez na história, dois irmãos goleiros no elenco de uma seleção. Mas a verdade é que os goleiros soviéticos Viktor e Viatcheslav Tchanov nunca tiveram a oportunidade de se exibir em campo. Em todos os cinco jogos da seleção da URSS nesse campeonato, o gol ficou sob proteção do goleiro Rinat Dasaev.

Gênio das estratégias 

Foto: ITAR-TASS

Na Copa do Mundo de 1990, na Itália, foi a primeira vez que uma seleção do continente africano chegou às quartas de final, sob o comando do técnico russo Váleri Nepomniaschi. No decorrer do torneio, a seleção do Camarões eliminou as equipes da URSS, Argentina e até mesmo a favorita Colômbia. Esse caminho de vitórias foi travado pelos inventores do futebol, a seleção inglesa, que venceu o time africano apenas nos pênaltis. Sucesso semelhante foi repetido na Copa do Mundo de 2002, pela seleção do Senegal, e em 2010, pela seleção de Gana.

 

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