Derrota do Zenit no Calderón perpetua “maldição” em território espanhol

Apesar do gol de Hulk, Zenit não conseguiu evitar a derrota contra o Atlético Foto: fc-zenit.com

Apesar do gol de Hulk, Zenit não conseguiu evitar a derrota contra o Atlético Foto: fc-zenit.com

Equipe de São Petersburgo que já havia perdido cinco vez na Espanha sofreu nova derrota na estreia da Liga dos Campeões. Desta vez, nem mesmo o jogador brasileiro Hulk, que voltou aos campos após meses de recuperação, conseguiu garantir a vitória contra o Atlético de Madrid.

Na quarta-feira passada (18), O Zenit de São Petersburgo estreou sua temporada na Liga dos Campeões com uma derrota de 3 a1 no estádio Vicente Calderón, casa do Atlético de Madrid. O gol do brasileiro Hulk, recém-recuperado de uma lesão, empatou a partida no início do segundo tempo, mas o time russo sucumbiu ao adversário, que já soma cinco vitórias consecutivas.

Foi a sexta derrota do Zenit em território espanhol, onde perdeu todos as partidas que jogou em sua história. A vez anterior foi apenas um ano atrás, quando foi derrotado por 3 a 0 em Málaga, também na primeira rodada da Liga dos Campeões.

Há cinco anos, todos os esforços institucionais do Zenit, vencedor de 2 dos últimos 3 três campeonatos russos, estão claramente concentrados em garantir sua reputação no futebol continental. Apesar de ter vencido a Liga da Europa em 2008, seu melhor resultado na Liga dos Campeões até então foi chegar às oitavas de final.

O principal patrocinador do clube, a gigante de energia Gazprom, investiu pesado para que o time se aproximasse da UEFA e da FIFA, e se deleitou no mercado de contratações. No entanto, a temporada de verão deste ano foi mais tranquila em São Petersburgo, longe da agitação que despertaram as contratações milionárias e polêmicas de Hulk e Witsel no ano passado. Ainda assim, foram incorporados neste ano nomes ilustres como o “filho pródigo” Arshavin, que havia fracassado no campeonato inglês, o ucraniano Timoschuk, procedente do campeão europeu Bayern de Munique, e o zagueiro argentino Cristian Ansaldi, após uma fase de destaque no Rubin Kazan. Jogadores que, embora não gerem manchetes pelos valores das contratações, ofereceram um reforço para consolidar a equipe.

No início de setembro, houve especulações de uma possível venda de Hulk ao clube inglês Tottenham, que havia acabado de repassar Gareth Bale, mas o clube russo se adiantou para desmentir os rumores, afirmando que o brasileiro era “transferível”, sobretudo após se recuperar da lesão.

“Quando um jogador está se recuperando de uma lesão há tanto tempo, joga com cuidado, mas Hulk está trilhando o caminho certo. Pensávamos que iria jogar 60 ou 70 minutos, mas o deixamos mais tempo porque 100% em forma”, disse em uma coletiva de imprensa o italiano Luciano Spalletti, técnico do Zenit.

Apesar de ter não contar apenas com a ajuda de Hulk, o clube peterburguense segue firme no campeonato russo como segundo classificado, com 17 pontos em 8 jogos. Mas a Liga dos Campeões é outra história, especialmente quando o cenário é o estádio Vicente Calderón. “O Atlético é uma grande equipe. No segundo tempo começamos a jogar melhor, ficamos mais confiantes e tomamos o comando, mas depois sofremos os outros gols e a partida se encerrou”, explicou Spalletti, que propôs o conservador esquema de cinco zagueiros.

Andrei Archávin voltou novamente à reserva, assim como em 5 dos 8 jogos da liga russa. Aliás, ele só participou de uma partida completa durante toda a temporada. Sua substituição é um assunto de polêmica na imprensa nacional, mas o seu desempenho recente pouco justifica um papel maior no clube.

Paralelamente, o Porto ganhou de 1 a 0 em casa contra o Áustria de Viena em outra partida do grupo G da Liga dos Campeões. Um grupo que a priori, e apesar da derrota até certo ponto lógica no Calderón, o Zenit supostamente deveria competir o segundo lugar com os portugueses.

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