Seleção de nado sincronizado conquista sete ouros do Mundial de Barcelona

Equipe russa de nado sincrozinado conquistou novamente todos os outros da categoria no Mundial de Barcelona Foto: Reuters

Equipe russa de nado sincrozinado conquistou novamente todos os outros da categoria no Mundial de Barcelona Foto: Reuters

Mesmo com composição nova e sem a três vezes campeã olímpica Natália Ischenko, a seleção russa de nado sincronizado conquistou novamente todas as sete medalhas de ouro do Campeonato Mundial em Barcelona, que vai até domingo (4).

Em uma entrevista coletiva com a imprensa, após a sétima e absoluta vitória das atletas russas de nado sincronizado no Campeonato Mundial de Esportes Aquáticos de Barcelona, os jornalistas colocaram as atletas espanholas, rivais de longa data das russas, em um beco sem saída.

“Vocês sabem como derrotar a seleção russa?”, perguntaram os repórteres. “Aparentemente treinamos do mesmo jeito que elas, 10 horas todos os dias. Talvez devêssemos não dormir à noite e nunca sair da água”, responderam as anfitriãs da competição.

4,5 minutos

É o tempo que Svetlana Romashin conseguia segurar a respiração debaixo d’água quando mais nova

Essa mesma ideia surgiu na mente de Svetlana Kolesnitchenko, que substituiu a campeã olímpica Natália Ischenko na dupla com Svetlana Romáchina. Apesar de estar estreando nessa competição,  Kolesnichenko demostrou ser uma garota bastante enérgica e desinibida.

“Quanto aos resultados do torneio, eu tinha certeza de que não haveria reviravoltas. Mesmo na combinação, da qual decidimos participar no último momento. Estamos em um nível acima de nossas oponentes e continuamos a trabalhar. Sinceramente, não vejo ninguém chegando perto”, enfatizou a atleta. O principal segredo das vitórias, segundo Kolesnichenko, está nas treinadoras Tatiana Pokróvskaia e Tatiana Dántchenko. “E, é claro, em uma boa escola de nado sincronizado”, acrescenta.

Fãs de rock?

A quantidade de homens entre os fãs de Kolesnitchenko e Romáchina aumentou muito depois que a dupla se apresentou ao som da banda Metallica. As meninas, que surgiram com arranjos na cabeça simulando moicanos, tocaram guitarras imaginárias e atuaram como verdadeiras roqueiras.

A campeã também não tem vergonha de falar sobre os seus erros. “Durante o programa livre das equipes, ficávamos paradas ao lado da piscina, junto com as treinadoras, em um lugar do qual, como por trás das cortinas no teatro, se podia ver todos os errinhos e deficiências. Por exemplo, gostaríamos de ver o suporte tivesse sido um pouco mais alto, como no treino. Mas não deu certo. A causa disso é o cansaço”, conta.

A nadadora Natália Ischenko, recentemente substituída por Kolesnichenko, foi campeã olímpica por três vezes e mundial por 16 vezes. Ela planejava se apresentar em Barcelona, mas teve que mudar de plano por causa da gravidez. Ainda na fase de preparação, Ischenko ajudou a atual dupla de vencedoras a elaborar os programas.

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