Issinbáeva busca equilíbrio entre a maternidade e os patrocínios

Ao longo de sua carreira, Issinbáeva quebrou 28 recordes mundiais no salto com vara feminino Foto: Reuters / Vostock Photo

Ao longo de sua carreira, Issinbáeva quebrou 28 recordes mundiais no salto com vara feminino Foto: Reuters / Vostock Photo

Planos da ginasta de constituir família vêm sendo postergado pelos contratos esportivos.

Aos 31 anos, a recordista em salto com vara Elena Issinbáeva anunciou novamente a intenção de fazer uma pausa em sua carreira ao término do Campeonato Mundial de 2013, que acontecerá em Moscou durante o mês de agosto.

“Gostaria de fazer uma pausa em minha carreira, casar e ter um filho”, declarou Issinbáeva em uma entrevista coletiva na República Tcheca, na última quarta-feira (26). “Há pontos positivos e negativos em relação a essa pausa. É claro que as Olimpíadas de 2016, no Rio de Janeiro, estão na minha cabeça.”

O principal objetivo de Issinbáeva a curto prazo continua a ser o Campeonato Mundial da Rússia. “Estou muito motivada para esse torneio e me sinto bem preparada. Quero estabelecer um novo recorde mundial em Moscou”, disse a atleta citada pela agência Itar-Tass.

Passado de vitórias

Apesar dos recentes fracassos, Issinbáeva já conquistou muitos troféus ao longo de sua carreira:

- Bicampeã olímpica (2004 e 2008)
- 6 vezes campeã do mundo
- Bicampeã europeia
- Medalha de bronze das Olimpíadas de 2012
- 28 recordes mundiais no salto com vara feminino

A treinadora sênior da seleção nacional de atletismo da Rússia, Valentina Masliakova, confirma a participação de Issinbáeva no campeonato russo, mas não sabe precisar qual será o futuro da atleta. “Hoje posso dizer que Elena irá participar do Campeonato na Rússia, mas o que acontecerá amanhã, não sei”, diz.

Essa não é a primeira declaração desse gênero proferida pela ginasta. Há pouco mais de um mês, Isinbaieva falou sobre seu possível afastamento depois de uma fase da Liga de Diamante de Xangai. Na ocasião, a atleta disse que já poderia  ter se aposentado após os Jogos Olímpicos de Londres se tivesse conquistado o ouro.

“Quanto mais se aproxima esse dia, mais eu entendo que a vontade de sair não é tão forte assim. Simplesmente, a situação está ficando um pouco pesada, às vezes falta saúde. Mas sob o aspecto puramente emocional, vou sentir falta dessa festa que são as competições. Eu vou ter saudades da conquista de medalhas, do hino que soa em minha homenagem”, disse Issinbáeva no final do ano passado.

Apesar da vontade de ter filhos e constituir uma família, a dificuldade de deixar o setor de saltos não é tão simples. E não se trata apenas do desejo de revanche pelo insucesso nos Jogos Olímpicos de 2012, mas também dos contratos de patrocínio, que não preveem a despedida precoce de Issinbáeva do esporte.

 

Publicado originalmente pela Gazeta.ru

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