Dupla de remadores russa campeã olímpica consolida sucesso com ouro no Campeonato Europeu

A dupla Iúri Postrigai e Aleksandr Diachenko ganhou o ouro em uma das principais modalidades, a prova de velocidade de 200 metros em caiaque duplo Foto: AFP / EastNews

A dupla Iúri Postrigai e Aleksandr Diachenko ganhou o ouro em uma das principais modalidades, a prova de velocidade de 200 metros em caiaque duplo Foto: AFP / EastNews

Iúri Postrigai e Aleksandr Diachenko, campeões olímpicos e europeus nos 200 metros de caiaque, conversaram com a Gazeta Russa. Entre outros assuntos, falaram sobre a popularização do remo.

De 14 a 16 de junho, na vila portuguesa Montemor-o-Velho, ocorreu o Campeonato Europeu de Remo e Canoagem. A delegação russa se destacou e, com oito medalhas, cinco delas de ouro, terminou em primeiro lugar na classificação geral, à frente das fortes equipes da Alemanha e da Hungria.

A dupla Iúri Postrigai e Aleksandr Diachenko ganhou o ouro em uma das principais modalidades, a prova de velocidade de 200 metros em caiaque duplo.

Dessa maneira, os remadores russos conseguiram consolidar o sucesso de um ano atrás: no verão passado, a dupla triunfou nas Olimpíadas de Londres, conquistando o único ouro entre os remadores russos.

Iúri Postrigai nasceu em1988 em Ecaterimburgo. Começou a praticar remo aos 9 anos de idade. Inicialmente queria se tornar jogador de futebol. Em 2006, foi selecionado para a equipe nacional.  

Em sua temporada de estreia, conquistou o quarto lugar no Campeonato Europeu, em Atenas, na prova de velocidade de 500 m em caiaque duplo. Em 2011, venceu o Campeonato Juvenil da Europa na prova de 200 metros em dupla e tornou-se medalhista de ouro no Campeonato Europeu, em Belgrado, onde conquistou a vitória na prova de 500 metros na categoria individual. 

Em 2012, juntamente com Aleksander Diachenko, conquistou a medalha de ouro olímpica na distância de 200 metros. Além do esporte, trabalha com marketing.

“Em Londres, a prova de 500 metros foi eliminada com a introdução da de 200 metros para tornar a prova mais carismática", disse Postrigai para o “Gazeta.ru”.

“Dessa forma, nos tornamos os primeiros campeões olímpicos nessa distância.”

“Somos jovens, por isso temos vontade de remar mais. Após a Olimpíada, reduzimos um pouco a carga para termos a possibilidade de tratar algumas pequenas lesões. Neste ano, começamos a realizar mais experiências nos treinamentos. Em paralelo com os 200 metros, fazíamos também os 500 metros”,  complementa Diachenko.

Sangue jovem

A juventude é um trunfo evidente da dupla de remadores russos –Postrigai tem 25 anos e Diachenko, 23.

“Se treinarmos corretamente, é possível remar por um longo tempo profissionalmente. Na Olimpíada de Londres, por exemplo, a italiana Josefa Idem, de 47anos, foi uma das competidoras. Portanto, ainda temos tempo”, destaca Diachenko.

No entanto, os atletas não se preocupam com o seu futuro depois do término de sua carreira.

“Ambos somos formados em Direito, por isso teremos com o que nos ocupar no futuro", diz Postrigai.

“Não foi fácil conciliar os estudos com os treinos diários. Durante alguns exames escorria sangue do meu nariz por causa da tensão.”

Aleksander Diachenko nasceu no Cazaquistão, em 1990. Começou a treinar remo aos 6 anos, depois que a sua família mudou-se para Tiraspol (Transnístria). Ficou conhecido em 2009, quando, se apresentando em provas de 200 metros em caiaque quádruplo conseguiu uma medalha de prata no Campeonato Europeu, em Brandenburgo, na Alemanha. Em seguida, levou o bronze no Campeonato Mundial, em Dartmouth.

Pouco destaque

 Apesar do status de campeões olímpicos, os nomes Postrigai e Diachenko dizem pouco para o russo médio. Os atletas se queixam de que a televisão russa dá pouca atenção para a modalidade.

"Claro, o marketing é muito importante hoje em dia, é necessário que o esporte tenha publicidade, que existam banners, outdoors. É compreensível que é difícil competir com o futebol, mas não deveria ser assim, só futebol em todos os lugares. Eu sei que o remo pode ser muito popular: veja a Hungria, onde o esporte é o número um. Nas competições, eles experimentam uma emoção comparável apenas com a do futebol", observa Postrigai.

Publicado originalmente pelo Gazeta.ru

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