Rússia injetará US$ 43 bilhões em corredor de transporte Europa-Ásia

Novo corredor é saudado por empresas e políticos europeus.

Novo corredor é saudado por empresas e políticos europeus.

Jack No1/wikipedia.org (CC BY-SA 3.0)
Com implementação de projetos de infraestrutura pela União Econômica Euroasiática, Rússia será responsável por 15% do volume total de carga em trânsito entre Europa e China.

O governo russo investirá US$ 43 bilhões na reconstrução de sua malha ferroviária, para se beneficiar do crescente tráfego de mercadorias entre a China e a Europa, de acordo com declaração feita pelo vice-presidente da Russian Railways, Aleksandr Michárin, em 28 de fevereiro.

"Por meio da União Econômica Euroasiática, conseguiremos implementar grandes projetos de infraestrutura na Rússia no valor de 2,5 trilhões de rublos (US$ 43 bilhões) nos próximos 5 anos", disse Michárin.

Segundo ele, os investimentos serão destinados à reconstrução e modernização dos principais projetos de transporte da Rússia, como a malha ferroviária Baikal-Amur (BAM), a Transsiberiana e projetos no mar Báltico e no mar Negro.

"A Rússia poderá se tornar responsável por 15% do volume total de carga em trânsito entre a Europa e os países asiáticos, que soma US$ 600 bilhões por ano. Moscou transporta as cargas mais caras, e, em termos de valor, somos responsáveis por 40% do total transportado. Esperamos que essa participação chegue a 50%", disse Michárin.

Da China à Europa em 3 dias

Michárin também anunciou a construção de um corredor ferroviário de alta velocidade que conectará China, Rússia, Cazaquistão e Europa, e  permitirá transportar mercadorias da China a países europeus em apenas três dias.

“Em 28 de fevereiro, a Russian Railways assinou um memorando com o governo chinês e os representantes das Ferrovias Chinesas sobre a construção de um corredor  ferroviário de alta velocidade com extensão de 10 mil quilômetros", disse.

A parte chinesa do corredor, composta por 4 mil km, já está pronta. A construção da parte russa, que ligará Kazan a Moscou, poderpa custar até US$ 172 bilhões.

"No momento, competimos não em termos de transporte, mas de políticas aduaneiras. As regras nas fronteiras entre a Rússia e a China competem com as dos portos de Hamburgo e Roterdã”, explicou Michárin.

As perspectivas do novo corredor ferroviário entre Europa e Ásia são bem avaliadas por empresas europeias.

"O projeto é muito importante para a Alemanha e para a União Europeia. A UE e a União Econômica Euroasiática devem desenvolver essas rotas tecnicamente”, disse o membro do parlamento alemão Tobias Zech.

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