Gazprom continua a crescer na Europa

Empresa pretende atrair US$ 1,9 bilhão em investimentos para a construção do gasoduto Nord Stream-2; gasoduto ucraniano será eliminado.

Empresa pretende atrair US$ 1,9 bilhão em investimentos para a construção do gasoduto Nord Stream-2; gasoduto ucraniano será eliminado.

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Gigante russa do gás quer aumentar capitalização e atrair novos investidores no continente.

A participação da maior gigante estatal russa do gás, a Gazprom, cresceu 3% na Europa em 2016, chegando a 34% desse mercado, de acordo com o vice-presidente do conselho da holding, Aleksandr Medvedev.

"No ano passado, fornecemos 197,3 bilhões de metros cúbicos de gás natural liquefeito (GNL) à Europa, ou seja 12,5% a mais que em 2015. Nossa participação no mercado europeu subiu para 34%”, declarou Medvedev.

Segundo ele, a Gazprom continua a ser um dos principais fornecedores de GNL ao mercado europeu.

“Esperamos que nossa posição permaneça estável nos próximos anos. A Europa é mercado prioritário para a Gazprom”, disse.

Gasoduto na Ucrânia eliminado

Em 2016, Medvedev declarou que a empresa deve iniciar o fornecimento de GNL para a Europa através do novo gasoduto Nord Stream-2 já em 2019. Um antigo gasoduto que passa pelo território da Ucrânia será destruído.

“O financiamento da construção do Nord Stream-2 está sendo realizado de acordo com o planejado. O novo gasoduto repetirá o esquema tecnológico do Nord Stream-1. Assim, acredito que nossa empresa não enfrente problemas com o recebimento de licenças. Mas não podemos excluir a possibilidade de que decisões políticas possam afetar a implementação do projeto”, disse.

Em janeiro, o porta-voz da Gazprom declarou que a empresa pretende atrair US$ 1,9 bilhão em investimentos para a construção do gasoduto Nord Stream-2, que terá capacidade para 55 bilhões de metros cúbicos por ano.

Efeito das sanções 

Segundo o vice-presidente da holding Gazprom, Andrêi Kruglóv, a empresa não foi incluída nas lista das sanções norte-americanas.

“Mas diversas empresas que colaboram com a Gazprom continuam a ser afetadas pelas sanções. A Gazprom passou a gastar mais dinheiro em advogados para auxiliar na aprovação de documentos e contratos. Precisamos garantir que não direcionemos esses fundos a empresas que estão sob sanções. Escritórios de advocacia passaram a ganhar muito dinheiro devido às sanções ocidentais. Esperamos que a situação melhore neste ano”, disse Kruglóv.

Com a agência TASS.

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